Dicionário de Nomes Próprios

Orlando Neves

6,00 

Título: Dicionário de Nomes Próprios
Autor: Orlando Neves
Edição: Editorial Notícias
Ano: 2002
Páginas: 319
Encadernação: Mole
Depósito Legal: 186681/02
ISBN: 972-46-1374-7

 

SINOPSE
Para os Egípcios, o homem era «corpo, alma e nome», sendo este considerado «uma coisa viva» que identificava, singularmente, todos os seres humanos. Embora já diluída no tempo, esta acepção subjaz, quase inconscientemente, na escolha do nome a dar à criança recém-nascida. Daí que seja compreensível o interesse generalizado em se conhecer a origem e o significado dos nomes, como se eles fossem ainda um presságio do destino desejado ao nomeado. Cerca de três mil nomes masculinos e femininos são explicado – até onde foi possível – neste dicionário, que constitui assim a maior recolha do género, publicada entre nós, exclusivamente dedicada aos nomes próprios.


SOBRE O AUTOR

Ficcionista, poeta, dramaturgo, cronista e jornalista. Fez estudos primários em Lisboa e nas Caldas da Rainha e secundários em Lisboa, no Porto e em Guimarães. Licenciou-se em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa, em 1958. Enquanto estudante de Direito, foi director cultural da Associação Académica, de que foi eleito presidente no ano lectivo de 1957/58, colaborou na criação do Grupo Cénico da Faculdade e fundou e foi o primeiro director da revista Quadrante, órgão da Associação. Depois de cumprido o serviço militar, foi durante alguns meses subdelegado do procurador da República, cargo que deixou para se dedicar à advocacia, que logo abandonou. Ingressou nos quadros dos Emissores do Norte Reunidos, onde foi locutor, produtor e autor de programas de natureza geral e cultural, tendo introduzido programas de teatro radiofónico onde fez passar peças de autores proibidos pela Censura. Simultaneamente colaborou na delegação do Norte do Rádio Clube Português. Ainda no Porto, trabalhou como director dos serviços de Publicidade e Relações Públicas de uma grande empresa, colaborou com o Grupo de Teatro Moderno dos Fenianos e foi vice-presidente e, depois, presidente do Teatro Experimental do Porto (TEP), onde fundou e dirigiu a revista de teatro Boletim do TEP. Em 1965 volta a Lisboa e entra para o Laboratório Nacional de Engenharia Civil, como documentalista e director de publicações e de onde sai no ano seguinte por se ter recusado a assinar a declaração de não-prática de actos contra o Estado Novo. Dá então início à profissão de jornalista. Entra para a redacção do jornal República, onde foi durante anos crítico de teatro e de televisão e coordenou vários suplementos entre os quais se destaca «O Assunto É Teatro», primeiro e único suplemento de um diário sobre teatro. Ao mesmo tempo fez parte da redacção da revista Vida Mundial, que abandonou em 1969 juntamente com cerca de uma dezena de jornalistas, por a direcção ter tomado a decisão de colocar a publicação ao serviço da União Nacional, por ocasião das eleições para a Assembleia Nacional. Por essa época criou a Livraria Opinião, que, organizada em quatro andares, com galeria de arte e bar, e pelos lançamentos de livros – que causaram problemas com a polícia política –, se tornou ponto de encontro de intelectuais e opositores ao regime. De 1971 a 1974, trabalhou para o Círculo de Leitores, dirigindo a revista de livros, e, meses depois, foi director literário, passando em 1973 a director literário e musical e director de produção de livros e discos. Em 1974 passou pela Portugália Editora como director literário e de produção e em 1975 fundou, com outros escritores, a Cooperativa Editorial Diabril. Foi director de Relações Públicas da efémera Companhia Nacional Popular de Teatro, dirigida por Carlos Wallenstein, no S. Luís. Regressou ao jornalismo como free-lancer, tendo colaborado como crítico de televisão, de teatro e de livros nos jornais A Luta e Expresso. Em 1980 passou a colaborar diariamente no Diário de Notícias, foi autor e apresentador do programa cultural «Manta de Retalhos», na RTP, e co-autor da primeira série do programa radiofónico «Pão com Manteiga». Entre 1984 e 1986 encenou algumas peças no Teatro Nacional D. Maria II e na Fundação Gulbenkian. Em 1992 saiu do Diário de Notícias, passando a dedicar-se exclusivamente à escrita. Dirigiu ou co-dirigiu as seguintes publicações (além das citadas): A Cidade (Porto, 1959/1960), Coordenada (Porto), Memória do Cinema (1980), Património XXI. Colaborou em jornais e revistas de todo o país e está incluído em inúmeras antologias e colectâneas. Foi também fundador e primeiro presidente do Cineclube Universitário do Porto, membro da direcção da Casa de Imprensa de Lisboa, director da Companhia (amadora) Teatral Rafael de Oliveira, vice-presidente do Clube de Jornalistas de Lisboa, presidente da Associação Património XXI, vice-presidente da Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos e presidente da Associação Cultural Sol XXI.


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