De Profundis

Oscar Wilde

Indisponível

Título: De Profundis
Autor: Oscar Wilde
Edição: Estampa
Colecção | Nº: Clássicos | 1
Ano: 2010
Páginas: 126
Encadernação: Mole
Tradução: Maria José Figueiredo
Título Original: De Profundis
Depósito Legal: 306028/10
ISBN: 978-972-33-2536-2

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SOBRE
No Verão de 1891, Wilde é apresentado ao jovem Lord Alfred Douglas, familiarmente conhecido como Bosie, estudante de Oxford com aspirações literárias, filho do Marquês de Queensberry. Inicia-se então a tempestuosa amizade que culminará no julgamento e condenação de Oscar Wilde a dois anos de trabalhos forçados, em 1895. A longa carta dirigida a Lord Alfred Douglas foi escrita durante os últimos meses que Wilde passou na prisão de Reading. Esta carta não foi enviada a Bosie da prisão, mas confiada a Robert Ross, amigo de Wilde, várias vezes mencionado ao longo do texto, que dela mandou fazer duas cópias, de acordo com a vontade de Oscar Wilde. Uma das cópias teria como destinatário Lord Alfred Douglas, que sempre negou tê-la recebido, a segunda foi deixada em testamento ao filho de Wilde, Vyvyan Holland.


SOBRE O AUTOR

Oscar Wilde

(1854-1900)

Escritor, Poeta e Dramaturgo irlandês. Impregnou as suas obras de uma notável beleza de expressão e nelas revela uma brilhante apologia de espírito. As suas conferências sobre filosofia estética trouxeram-lhe fama. Autor de clássicos como o romance O Retrato de Dorian Gray (1890) e Salomé (1893), uma das nove peças de teatro que nos legou, algumas das quais ainda hoje podemos ver em cena. São comédias ricas de paradoxos e em que se criticam, subtil mente, muitas das falhas da sociedade de então, na qual ele próprio também campeava com os seus erros e de feitos. Escreveu ainda várias novelas e contos, levemente poéticos, levemente sarcásticos, e com os quais granjeou maior glória e popularidade. Destacou-se como poeta. principalmente na juventude, e foi um mestre em criar frases marcadas por ironia, sarcasmo e cinismo. Desde bem cedo se distinguiu pela sua extravagância, que se acentuou em Oxford, onde estudou e onde cultivava um estilo de vida excêntrico. O seu gosto pela experiência artística do mundo resultou num movimento, o dandismo, ou esteticismo, do qual foi fundador. Em defesa deste movimento, visitou a América e, na alfândega, disse a sua frase mais citada: “Não tenho nada a declarar, só o meu génio”. Quando regresso a Londres foi condenado por “praticar actos imorais” com o Lord Alfred Douglas, num longo julgamento em que foram usadas como prova cartas que escrevera ao jovem. Apesar de Wilde se ter defendido dizendo que as cartas eram sonetos em prosa, o processo resultou num encarceramento durante dois anos na pri são de Reading, onde escreveu os seus livros de poesia De Profundis (1897) e A Balada da Prisão de Reading (1898). Já mais perto do fim da sua vida foi para Paris, onde viveu uma vida mais discreta e literariamente menos prolífica sob o pseudónimo de Sebastien Melmoth e onde acabaria por morrer de meningite.


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