Causas da Decadência dos Povos Peninsulares

Antero de Quental

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Título: Causas da Decadência dos Povos Peninsulares
Autor: Antero de Quental
Edição: Ulmeiro
Colecção | Nº: Cadernos Peninsulares | 3
Ano: 1970
Páginas: 63
Encadernação: Mole

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SOBRE
«Meus Senhores:
A decadência dos povos da Península nos três últimos séculos é um dos factos mais incontestáveis, mais evidentes da nossa história: pode até dizer‑se que essa decadência, seguindo‑se quase sem transição a um período de força gloriosa e de rica originalidade, é o único grande facto evidente e incontestável que nessa história aparece aos olhos do historiador filósofo. Como peninsular, sinto profundamente ter de afirmar, numa assembleia de peninsulares, esta desalentadora evidência. Mas, se não reconhecermos e confessarmos francamente os nossos erros passados, como poderemos aspirar a uma emenda sincera e definitiva? O pecador humilha‑se diante do seu Deus, num sentido acto de contrição, e só assim é perdoado. Façamos nós também, diante do espírito de verdade, o acto de contrição pelos nossos pecados históricos, porque só assim nos poderemos emendar e regenerar.»
— Antero de Quental


SOBRE O AUTOR

Antero QuentalAntero Tarquínio de Quental (18 de abril de 1842 – 11 de setembro de 1891). Poeta. Aos dezasseis anos, inicia o curso de Direito. Durante a sua permanência em Coimbra, assume-se como uma figura influente no meio estudantil coimbrão, tomando parte em várias manifestações académicas. Em 1861, publica em edição limitada os Sonetos de Antero, obra dedicada ao poeta João de Deus, e, dois anos depois, os poemas Beatrice e Fiat Lux. Em 1865, publica as Odes Modernas, poesias de romantismo social, acompanhadas de uma “Nota sobre a Missão Revolucionária da Poesia”. Decide aprender o ofício de tipógrafo, primeiro em Lisboa e depois em Paris. Em 1871, organiza as Conferências Democráticas do Casino Lisbonense. Em 1875, publica uma segunda edição das Odes Modernas, atenuando-lhes o cunho revolucionário. Em 1886, publica os Sonetos Completos e o ensaio A Filosofia da Natureza dos Naturalistas. Em 1887, redige a célebre carta autobiográfica a Wilhelm Storck, seu tradutor alemão. Em 1890, publica o estudo filosófico Tendências Gerais da Filosofia na Segunda Metade do Século XIX.


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