Casos do Beco das Sardinheiras

Mário de Carvalho

Indisponível

Título: Casos do Beco das Sardinheiras
Autor: Mário de Carvalho
Edição: Caminho
Ano: 1991
Páginas: 87

 

SINOPSE

O Beco das Sardinheiras é um beco como outro qualquer, encafuado na parte velha de Lisboa. Uns dizem que é de Alfama, outros que é já da Mouraria e sustentam as suas opiniões com sólidos argumentos topográficos, abonados pela doutrina de olisiponenses egrégios. Eu, por mim, não me pronuncio. Tenho ideia de que ali é mais Alfama, mas não ficaria muito escarmentado se me provassem que afinal é Mouraria. Creio que o nome lhe vem das sardinheiras que exibem um carmesim vistoso durante todo o ano, plantadas num canteiro que rompe logo à esquina, não longe da drogaria que já fica na Rua dos Eléctricos. A gente que habita o Beco é como as demais, nem boa nem má. Tem sobre os outros lisboetas um apego ainda maior ao seu sítio e às suas coisas. Desde há muito tempo que não há memória de que algum dos do Beco tenha emigrado de livre vontade.


SOBRE O AUTOR

Mário Costa Martins de Carvalho (1944). Licenciou-se em Direito e viu o serviço militar interrompido pela prisão. Tem praticado diversos géneros literários – romance, novela, conto, ensaio e teatro –, percorrendo várias épocas e ambientes, sempre em edições sucessivas. Da sua bibliografia destacam-se as obras: A inaudita guerra da Avenida Gago Coutinho (1983); Um deus passeando pela brisa da tarde (1994); Se Perguntarem por Mim, Não Estou seguido de Haja Harmonia (1999); A sala magenta (2008).


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