Azulejos: Portugal e o Brasil

Azulejos: Portugal e o Brasil de António Manuel Hespanha

Em nenhum outro país europeu, como em Portugal, o azulejo conheceu tanto desenvolvimento, quer quanto à forma, quer quanto à função, numa utilização primordialmente arquitectónica e sempre mais que meramente decorativa. Desmaterializando as superfícies e remontando geometricamente os espaços – nos revestimentos abstractos -, ou aumentando o campo visual pela introdução da perspectiva e da construção tridimensional – nas composições figurativas –, a azulejaria desempenhou, entre os séculos XV e XVIII, um papel amplamente complexo na transformação dos espaços arquitectónicos portugueses, homogeneizando-os e regularizando-os pela introdução de escalas correctoras [José MECO, Azulejaria Portuguesa, Lisboa, Bertrand, 1995, p. 5]. Este ímpar conjunto de características foi reforçado, em Portugal, pela quantidade da produção e pela utilização intensiva do azulejo, não só no Continente e Ilhas Atlânticas mas também nos territórios ultramarinos, com especial relevo para o Brasil, onde, sobretudo na Bahia, a azulejaria portuguesa conheceu algumas das suas mais esplendorosas glórias. É a inventariação da parte mais significativa desse fabuloso património, seguida da apresentação de desenvolvimentos neoclássicos, modernos e contemporâneos da «escola» de azulejaría portuguesa, que este número duplo de Oceanos se propõe fazer, alinhando as contribuições qualificadas dos mais reconhecidos especialistas na matéria, em Portugal e no Brasil.

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informação do livro

Azulejos: Portugal e o Brasil de António Manuel Hespanha [Dir.]. Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses. Lisboa, 1998, 272 págs. Mole

Em nenhum outro país europeu, como em Portugal, o azulejo conheceu tanto desenvolvimento, quer quanto à forma, quer quanto à função, numa utilização primordialmente arquitectónica e sempre mais que meramente decorativa. Desmaterializando as superfícies e remontando geometricamente os espaços – nos revestimentos abstractos -, ou aumentando o campo visual pela introdução da perspectiva e da construção tridimensional – nas composições figurativas –, a azulejaria desempenhou, entre os séculos XV e XVIII, um papel amplamente complexo na transformação dos espaços arquitectónicos portugueses, homogeneizando-os e regularizando-os pela introdução de escalas correctoras [José MECO, Azulejaria Portuguesa, Lisboa, Bertrand, 1995, p. 5]. Este ímpar conjunto de características foi reforçado, em Portugal, pela quantidade da produção e pela utilização intensiva do azulejo, não só no Continente e Ilhas Atlânticas mas também nos territórios ultramarinos, com especial relevo para o Brasil, onde, sobretudo na Bahia, a azulejaria portuguesa conheceu algumas das suas mais esplendorosas glórias. É a inventariação da parte mais significativa desse fabuloso património, seguida da apresentação de desenvolvimentos neoclássicos, modernos e contemporâneos da «escola» de azulejaría portuguesa, que este número duplo de Oceanos se propõe fazer, alinhando as contribuições qualificadas dos mais reconhecidos especialistas na matéria, em Portugal e no Brasil.

Peso 1975 g

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