Ano da Morte de Ricardo Reis

«Ricardo Reis também saiu. Andou por aí, entrou em cinemas para ver os cartazes, viu jogar uma partida de xadrez, ganharam as brancas, chovia quando saiu do café. Foi de táxi para o hotel.»

Ano da Morte de Ricardo Reis de José Saramago

Um tempo múltiplo. Labiríntico. As histórias das sociedades humanas. Ricardo Reis chega a Lisboa em finais de dezembro de 1935. Fica até setembro de 1936. Uma personagem vinda de uma outra ficção, a da heteronímia de Fernando Pessoa. E um movimento inverso, logo a começar: «Aqui onde o mar se acaba e a terra principia»; o virar ao contrário o verso de Camões: «Onde a terra acaba e o mar começa.» Em Camões, o movimento é da terra para o mar; no livro de Saramago temos Ricardo Reis a regressar a Portugal por mar. É substituído o movimento épico da partida. Mais uma vez, a história na escrita de Saramago. E as relações entre a vida e a morte. Ricardo Reis chega a Lisboa em finais de dezembro e Fernando Pessoa morreu a 30 de novembro. Ricardo Reis visita-o ao cemitério. Um tempo complexo. O fascismo consolida-se em Portugal.

INDISPONÍVEL

informação do livro

Título: Ano da Morte de Ricardo Reis
Autor: José Saramago
Edição: Caminho
Ano: 1984
Páginas: 415
Encadernação: Mole
Depósito Legal: 5536/84

Alfarrabista

 

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José Saramago nasce em Azinhaga, Ribatejo. Durante os anos da ditadura de Salazar, exerce várias profissões antes de iniciar a actividade de tradutor e colaborador de editoras para as quais escreve crónicas e editoriais. A sua estreia como romancista data de 1947 com Terra do Pecado. Em 1969 inscreve-se no Partido Comunista Português e a partir de 1976 dedica-se à tradução e à sua obra literária. O sucesso chega com o romance Levantado do Chão, publicado em 1980; vence o prémio Cidade de Lisboa, a que se seguiriam muitos outros ao longo dos anos, culminando no Nobel da literatura, em 1998, que veio confirmar o consenso universal em tomo da sua produção.


Um tempo múltiplo. Labiríntico. As histórias das sociedades humanas. Ricardo Reis chega a Lisboa em finais de dezembro de 1935. Fica até setembro de 1936. Uma personagem vinda de uma outra ficção, a da heteronímia de Fernando Pessoa. E um movimento inverso, logo a começar: «Aqui onde o mar se acaba e a terra principia»; o virar ao contrário o verso de Camões: «Onde a terra acaba e o mar começa.» Em Camões, o movimento é da terra para o mar; no livro de Saramago temos Ricardo Reis a regressar a Portugal por mar. É substituído o movimento épico da partida. Mais uma vez, a história na escrita de Saramago. E as relações entre a vida e a morte. Ricardo Reis chega a Lisboa em finais de dezembro e Fernando Pessoa morreu a 30 de novembro. Ricardo Reis visita-o ao cemitério. Um tempo complexo. O fascismo consolida-se em Portugal.

Peso 500 g

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