Alexandra Alpha

José Cardoso Pires

Indisponível

Título: Alexandra Alpha
Autor: José Cardoso Pires
Edição: RBA Editores
Ano: 1995
Páginas: 447
Encadernação: Dura
Depósito Legal: 76974/94
ISBN: 972-747-063-7

 

SOBRE

Com uma escrita de apuro, Cardoso Pires traça um ambiente turvo. Com uma escrita áspera, Cardoso Pires retrata pessoas indolentes. Com uma escrita exacta, Cardoso Pires assenta diálogos derivativos, enrolados, incongruentes — e essa coisa é que é linda. (…)
Nunca antes, na nossa literatura, o dia 25 de Abril fora descrito de forma tão vibrante e tão vivida. (…)
Este é um livro para ser lido de lanterna na mão. Ou, então, com uma daquelas luzes de mineiro que estes usam no capacete para descer às profundezas. E de escuridão e de bas-fond lisboeta que se trata. De uma certa vida boémia que já não existe — ou já não será exactamente assim. E um livro noctívago, este. Cheio de velhos lobos-de-bares. “Bares dialécticos com meninas à Godard”, outros “com máquinas de discos aos coices”.
Em torno de Alexandra, a publicitária, a mulher do corpo desmemoriado, cuja mais interessante característica é não prestar contas a ninguém, enxameiam as mais bizarras personagens.


SOBRE O AUTOR

José Cardoso PiresJosé Augusto Neves Cardoso Pires (1925-1988). A sua actividade profissional centrou-se em torno da literatura e do jornalismo cultural, tendo sido director literário de várias editoras, director da revista Almanaque (cuja redacção era constituída por Luís de Sttau Monteiro, Alexandre O’Neill, Vasco Pulido Valente, Augusto Abelaira e o escultor José Cutileiro e que contava com a direcção gráfica de Sebastião Rodrigues), director-adjunto do jornal Diário de Lisboa (1974), redactor da Gazeta Musical e de Todas as Artes e crítico literário da revista Afinidades. No final da década de 60, vai para Londres, onde exerce funções de leitor no departamento luso-brasileiro do King’s College (1969-71). Aí regressará mais tarde, como «resident writer» a convite da Universidade de Londres, entre 1979 e 1980.. A partir de 1974, dedicou-se exclusivamente à escrita literária, reservando as colaborações jornalísticas a algumas séries de crónicas. Da sua bibliografia destacam-se as obras: Histórias de Amor (1952); O Delfim (1968); Balada da Praia dos Cães (1982); Lisboa, livro de bordo (1997).


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