Aldeia

Aquilino Ribeiro

Indisponível

Título: Aldeia
Autor: Aquilino Ribeiro
Edição: Bertrand
Ano: s.d.
Páginas: 350
Obs.: 2ª Edição. Com assinatura de posse.

SOBRE
“Aldeia” foi o primeiro dos quatro livros que integram, de forma autónoma, um conjunto de crónicas, evocações e episódios referentes á história e à geografia humanas das “Terras do demo”, região situada no interior serrano da beira Alta, ao tempo isolada e desconhecida do país. “Aldeia” toma por referência a povoação de Soutosa, cabeça do antiquíssimo concelho de “Pêra e Peva”, extinto pela reforma de Mousinho da Silveira e perfaz com “A geografia Sentimental”, “O Homem da Nave” e “Arcas Encoiradas”, um políptico de largo espectro, abrangendo a antropologia e sociologia rural, desenvolvido a partir do conhecimento directo dos sítios e das pessoas, bem como do repositório de memórias e tradições orais que Aquilino compreendia como poucos, e que, ainda hoje, continuam subjacentes no cerne estrutural do homem português. Na origem desta série de livros estiveram os artigos de fundo que foram escritos sucessivamente para “O Jornal do Comércio” e “O Século”. Aquilino tomou esses textos como glosas a mote, alargando as ideias esparsas que neles aflorara para as expandir em capítulos, cada um deles, perfazendo amplos painéis temáticos, obedecendo a uma linha directora própria. Para sublinhar o ambiente geográfico e histórico, em torno do qual o livro se desenvolve, o autor introduziu nele duas novelas curtas, de grande densidade narrativa e acção dramática, respectivamente “O Capitão Mor de Pêra e Peva” e “O Bom Abade de Pêra e Peva”, que se inscrevem entre os melhores e mais assinaláveis momentos da prosa aquiliniana.


SOBRE O AUTOR

Aquilino Gomes Ribeiro (1885-1963). Ficcionista, autor dramático, cronista e ensaísta português. Ex-seminarista, dedicou-se ao jornalismo, tendo colaborado, entre outras publicações, com o Jornal do Comércio, O Século, A Pátria, Ilustração Portuguesa, Diário de Lisboa, República, e pertencido ao grupo que, em 1921, fundou Seara Nova.Ligou-se ao movimento republicano e interveio ativamente na revolução, chegando mesmo a ser preso. Fugiu para Paris, frequentou a Sorbonne e escreveu o seu primeiro livro, intitulado Jardim das Tormentas (1913). A vastíssima obra de Aquilino Ribeiro abrange domínios variados que vão do romance, da novela e do conto às memórias, aos estudos etnográfico e histórico, à biografia, à polémica ou à literatura infantil.  Da sua bibliografia destacam-se as obras: Terras do Demo (1919), O Malhadinhas (primeira versão em 1922), Andam Faunos pelos Bosques (1926), O Romance da Raposa (1929), Cinco Réis de Gente (1948), A Casa Grande de Romarigães (1957) e Quando os Lobos Uivam (1959).


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