A Severa

Júlio Dantas

12,00 

Título: A Severa
Autor: Júlio Dantas
Edição: Domingos Barreira
Colecção | Nº: Colecção Portuguesa | 24 e 25
Ano: s.d.
Páginas: 2 vols
Encadernação: Mole
Obs.: Com assinatura de posse. Carimbados. Ilustrado

SOBRE
Novela de Júlio Dantas, publicada em 1901, que conta a história de Maria Severa Onofriana, a prostituta de raízes ciganas a quem a história dá a autoria de ter sido a primeira fadista e de ter “criado” o Fado, tal como ele se conhece hoje.

Severa não inventou o Fado propriamente dito; muito menos foi a primeira a cantá-lo; mas antes dela “o Fado” nada mais era do que uns cantares desafinados de rufiões, maltrapilhos, ciganos, marinheiros e bêbados de toda a ordem que enchiam as tabernas e tascas das vielas antigas do Bairro Alto, da Mouraria e de Alfama, em Lisboa. Se não fosse por Severa, o Fado provavelmente nunca teria passado disso. Foi ela que, um dia, por acaso, pegou numa guitarra e começou a tocar e a cantar o Fado à sua maneira, dando-lhe a forma e o ritmo que hoje ele tem. Foi ela que lhe deu popularidade, sendo a autora e compositora de muitos dos fados que cantava, e foi ela que definiu a imagem de “cantadeira” de Fado com o xaile à cintura ou nos ombros (embora ela preferisse usar xailes de várias cores, não pretos).

Conta-se que percorria os bairros populares de Lisboa, e a sua voz animava as noites de muitas tertúlias bairristas. Várias tabernas ficaram famosa só pela sua presença. Mas a notoriedade de Severa estendeu-se muito para além dos bares e tabernas e isso deve-se muito à época em que viveu e que ela própria ajudou a caracterizar.


SOBRE O AUTOR

Júlio Dantas

(1876-1962)

Escritor, Jornalista, Médico, Diplomata, Político. Licenciado em Medicina pela Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, viria a desempenhar numerosos cargos oficiais e não oficiais de prestígio: comissário do Governo junto do Teatro de D. Maria II, professor e director da Secção de Arte Dramática do Conservatório, inspector superior das Bibliotecas e Arquivos, etc.  Da sua bibliografia destacam-se as obras: A Severa (1901), Pátria Portuguesa (1914), Os Galos de Apolo (1921) ou de Tribuna (1960).


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