Romance da Família Chuzzlewit de Charles Dickens. Edição Romano Torres. Lisboa, 1956, 659 págs. B.
Nenhuma outra obra de Dickens se compara a esta, no perfume da linguagem e na riqueza de estilo. «Martin Chuzzlewit» – ou melhor dizendo, «O Romance da Família Chuzzlewit» representa, por assim dizer, o mostruário completo das faculdades criadoras de Dickens. Nele se aprende intensamente (como se fosse laboratório prático de psicologia humana) a misturar a verdade e a fantasia em doses convenientes e necessárias para não causar o mínimo dano e, sim, pelo contrário, para estimular, no espírito de cada um de nós, a confiança num mundo melhor e numa vida mais bela!
Grandes Esperanças de Charles Dickens. Portugália Editora. Lisboa, 1969, 556 págs. B.
O jovem órfão Philip Pirrip, de todos conhecido por Pip foi criado pela sua irmã que vive com o ferreiro Joe numa pequena povoação perto de Kent em meados do século XIX. Um dia Pip é convidado pela misteriosa Miss Havisham, uma velha senhora propietária da mais rica mas decrépita mansão de todo o condado. A sua missão é ser o companheiro de Estella, a jovem protegida de Miss Havisham mas a realidade é bem diferente do que aparenta: Pip é a mera cobaia para uma Estella que está a ser treinada por Miss Havisham como a derradeira vingança contra todos os homens cujo objectivo é “partir corações”. «Grandes Esperanças» foi o maior sucesso editorial de Dickens e marcou o imaginário de gerações de leitores. Romance de formação que acompanha o protagonista Pip dos últimos anos da sua infância à idade adulta é também uma obra portentosa sobre as relações entre homens e mulheres e o ódio e o amor que as atravessam; um retrato de uma época e de uma moral que é ainda a nossa; ao mesmo tempo romance de aventuras, história romântica, meditação filosófica sobre os valores que nos regem e, acima de tudo, sobre as esperanças que temos e que de nós têm para o futuro.
Loja de Antiguidades de Charles Dickens. Editorial Inquérito. Lisboa, 1946, 467 págs. B.
Em Londres, numa velha loja de quinquilharias, vivem a orfã Nell e o seu avô. Os pais de Nell morreram na miséria e o avô protege a jovem do mundo. O único contacto com alguém da sua idade é com Kit, o jovem ajudante que trabalha na loja do avô.
Disposto a tudo para garantir um futuro risonho à neta, o avô decide tentar a sua fortuna ao jogo, perdendo todo o dinheiro que tinha, e até a loja, para o diabólico Daniel Quilp, um agiota sádico que se compraz com a miséria alheia.
Expulsos da loja, Nell e o avô iniciam uma viagem terrível, enfrentando a vida nas ruas e perseguidos por personagens misteriosos que acreditam que o avô tinha uma fortuna guardada.
O romance de Dickens, publicado originalmente em folhetins de tal sucesso que no cais de Nova Iorque houve uma invasão e confrontos quando se esperava a chegada do último capítulo, é uma denúncia da avareza e de como os cidadãos honestos estão expostos à maldade humana e vivem desprotegidos numa sociedade que pouco se importa.
Foi também um dos livros que mais contribuíram para despertar a atenção para a questão dos sem-abrigo na sociedade vitoriana e que levou à criação de políticas de protecção para uma grande franja da população.
Contos de Natal de Charles Dickens. Círculo de Leitores. Lisboa, 1976, 293 págs. E.
Um Conto de Natal é uma obra da autoria do inglês Charles Dickens, escrita em menos de um mês para liquidar dívidas urgentes, que apela à generosidade e compaixão, em detrimento da ganância e da avareza. Foi publicado em 1843 tornando-se uma das mais célebres obras de Dickens e um dos maiores clássicos de Natal de todos os tempos. Ebenezer Scrooge é um homem avarento que não acredita no espírito natalício. Numa véspera de Natal recebe a visita de três fantasmas: do Natal Passado, do Presente e do Futuro. Com eles é obrigado a refletir sobre os seus atos e como estes influenciam a sua felicidade a dos que o rodeiam.
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados. 👨🏻🎨 Ilustrações de Manuel Dias.
Estranha História de Oliver Twist de Charles Dickens. Romano Torres. Lisboa, 1952, 411 págs. Mole.
A saga do órfão Oliver Twist na sua progressão por um mundo desumano onde, mesmo assim, existe sempre a esperança.
Oliver Twist é um órfão numa sociedade britânica em plena Revolução Industrial. Até ao final da sua infância, Oliver é vendido, transacionado e usado como se de um produto ou um escravo se tratasse. Da sua passagem pelo orfanato gerido por um regime opressivo é vendido como aprendiz de cangalheiro. Os maus-tratos sucedem-se e Oliver consegue fugir para a metrópole, Londres, a capital do maior império à face da terra e onde a vida humana continua a valer menos do que a mais pequena das moedas.
Para sobreviver, Oliver junta-se a um grupo de miúdos carteiristas que percorrem as ruas de Londres ao serviço do pérfido Fagin.
Apesar de tudo há sempre espaço para a amizade e a esperança, e quando tudo parece perdido vê-se uma luz ao fundo do túnel.
Nicholas Nickelby de Charles Dickens. Editorial Romano Torres. Lisboa, s.d., 556 págs. B. Obras Escolhidas de Autores Escolhidos | 73
O pai de Nicholas Nickleby morre depois de perder todo o seu dinheiro num investimento que correu bastante mal. Nicholas, a mãe e a irmã são obrigados a deixar uma vida tranquila e confortável em Devonshire e a procurar a ajuda do tio do lado paterno, Ralph Nickleby, um homem de negócios rude e áspero, pouco interessado em ajudar parentes pobres, muito menos o jovem Nickleby, que lhe lembra precisamente o seu falecido irmão. Ainda assim, o tio arranja ao jovem um cargo mal pago como assistente do director de uma escola. Recém-chegado ao seu novo posto de trabalho, Nicholas descobre a crueldade tremenda do director e da sua mulher, que montaram em conjunto um esquema mirabolante para receber dinheiro dos pais que não querem ver os filhos desencaminhados e pagam o que for necessário para garantir uma boa educação sem quaisquer incómodos. Contudo, as condições da escola são terríveis: há tareias e espancamentos, a alimentação é péssima, as condições de vida são inimagináveis, a violência psicológica é permanente e a qualidade do ensino deixa muito a desejar.
Cântico de Natal de Charles Dickens. Edições Quasi. Vila Nova de Famalicão, 2008, 101 págs. B.
Um Cântico de Natal (1843) é talvez o mais dickensiano dos contos.
É que só Charles Dickens poderia, a propósito do Natal, criar personagens como Scrooge, o pequeno Tim, e os três Espíritos do Natal Passado, Presente e Futuro, e acrescentar-lhes o Fantasma de Marley.
Este livro tem passado de geração em geração, acompanhado do desejo do autor de que «assombre as casas dos leitores de forma agradável, e que ninguém deseje apaziguá-lo».
A Guilhotina (A Tale of Two Cities) de Charles Dickens. Editorial Inquérito. Lisboa, 1947, 400 págs. Mole.
Romance histórico, originalmente publicado em 1859 com o título A tale of two cities, cuja acção decorre entre Paris e Londres, antes e durante a Revolução Francesa.
«Foi o melhor e o pior dos tempos, a idade da razão e a da loucura, a época da crença e a da descrença, o reinado da luz e o das trevas, a primavera da esperança e o inverno do desespero, tudo nos aparecia na frente, nada tínhamos em frente de nós, íamos todos direitos para o céu, mas também íamos todos direitos para o inferno; em suma, tal período era de tal sorte diferente da época actual, que alguns dos seus mais autorizados comentadores entenderam qualificá-lo, tanto para o bem como para o mal que produziu, com a adjectivação forte e proeminente do grau superlativo.»
O mundo de Amy Dorrit era a Prisão dos Devedores de Marshalsea, em Londres, onde ela nasceu e cresceu. Filha de William Dorrit, um cavalheiro culto que estava preso por dívidas havia anos, a humilde e dedicada jovem vê sua história mudar quando começa a trabalhar como costureira para uma excêntrica dama de Londres, Mrs….
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