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João Ameal

Historiador e ensaísta. João Francisco de Barbosa Azevedo de Sande Aires de Campos, foi 2º. visconde e 3º. conde do Ameal e adoptou como escritor e jornalista o nome de João Ameal. Licenciou-se em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa. Monárquico, foi deputado à Assembleia Nacional (de 1942 a 1957) e procurador à Câmara Corporativa como representante dos escritores portugueses, pertenceu ao directório da Acção Realista Portuguesa (muito próximo da orientação do Integralismo Lusitano) e foi membro da Junta Central da Legião Portuguesa. Foi sócio correspondente da Academia Portuguesa da História, membro do Instituto de Coimbra e da direcção da Associação dos Escritores Católicos Portugueses.
Colaborou em inúmeros jornais e revistas, entre os quais se podem citar o Diário da Manhã, Noite, Diário de Notícias, bem como na Emissora Nacional e na Rádio Televisão Portuguesa. Dirigiu as publicações Ilustração Portuguesa e Acção Realista.
Em 1934 obteve o Prémio Ramalho Ortigão, com o volume de ensaios No Limiar da Idade Nova e, em 1941, o Prémio Alexandre Herculano, com a sua História de Portugal. Tanto nos seus ensaios como nas suas obras de história, revelou-se um pensador próximo dos ideais conservadores, fiel aos valores considerados tradicionais, a que não faltava porém uma dialéctica esclarecedora e uma argumentação forte. Escreveu também novelas e crónicas.