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Jacinto Baptista

Historiador e jornalista. Licenciado em Ciências Históricas e Filosóficas pela Faculdade de Letras de Lisboa (1953), desenvolveu actividade jornalística profissional desde 1948, em vários órgãos da imprensa diária (, O Primeiro de Janeiro, Diário Popular, de que foi director entre 1978-81) e semanária (O Ponto). Colaborou também na Seara Nova e na Gazeta Musical e de Todas as Artes. Empenhou-se na formação profissional dos jornalistas como professor da Escola Superior de Meios de Comunicação Social (1973-81) e como membro de várias comissões e associações com esse objectivo. Foi presidente do Conselho de Programas da RTP e presidente da assembleia geral do Sindicato dos Jornalistas. Os seus trabalhos historiográficos voltaram-se sobretudo para o período da 1ª. República portuguesa e, em particular, para o estudo dos órgãos de imprensa então publicados, na perspectiva da história das ideologias e mentalidades. A. H. de Oliveira Marques considera serem as suas obras sobre o 5 de Outubro «de indispensável consulta sobre o tema da implantação da República em Portugal». No semanário O Ponto, que dirigiu (1980-82), publicou e comentou vários textos inéditos de José Rodrigues Miguéis. Interessou-se também pela correspondência de António Sérgio, nomeadamente com Sarmento Pimentel e com Bernardino Machado, que analisou em periódicos. É autor do notável estudo «Eça Jornalista» incluído no Dicionário de Eça de Queiroz (1989). Colaborou no Dicionário de História de Portugal, dirigido por Joel Serrão, e no Dicionário de Eça de Queiroz, dirigido por A. Campos Matos. Jacinto Baptista foi postumamente agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade.