RAZÕES DA PRESENTE EDIÇÃO. Os trechos foram tirados das primeiras edições, e os de Gaspar Correia foram confrontados com o códice autógrafo guardado na Torre do Tombo. Temos pena de não poder inserir mais páginas, dada a pequenez do espaço, que nos é imposto pela natureza da colecção. Ainda assim, julgamos que os trechos escolhidos darão uma ideia suficientemente clara das tendências e processos da historiografia quinhentista. Com esse objectivo, insistimos nos prefácios, sobretudo nos de Barros, não podendo inserir a Apologia deste último, que precede a Década IV, por suas grandes dimensões. Aí, o grande escritor desabafa os seus queixumes, pela crítica de que era alvo. De Diogo do Couto só damos um trecho, aliás bem interessante e representativo, porque lhe reservamos um espaçoso lugar no volume da História trágico-marítima, com a relação do naufrágio de D. Paulo de Lima, uma das mais emocionantes da famosa colectânea.
“O Homem antes da Escrita: esta síntese inovadora da Pré-história sai na sua hora própria. Nunca, como hoje, o grande público cultivado sentiu tão acicatada curiosidade por essas civilizações que pouco a pouco vão revelando as suas obras-primas (…)”.
The ILLUSTRATED HISTORY OF EUROPE represents a watershed in historical writing. The collective effort of a team of twelve European historians, it unravels the many cultural, economic, social and political strands of Europe’s history from a European rather than a national perspective. With this broad view it examines the great prehistoric people migrations, the cave paintings of Spain and France, the Roman Empire, the spread of Christianity, the Middle Ages, the glory of the Renaissance, the revolutions of the Reformation, the dawn of industrialization, Empire building and the two world wars of this century, and concludes with the fall of the Berlin wall and the disintegration of the USSR.
Troia e os Troianos de Carl W. Blegen. Editorial Verbo. Lisboa, 1971, 243 págs. E. Il.
Índice
Tróia dos Poemas de Homero;
Tróia da Arqueologia;
Idade do Bronze Antiga: Tróia I;
Idade do Bronze Antiga: Tróia II;
Idade do Bronze Antiga: Tróias III a V;
Idade do Bronze Média e Recente: Tróia VI;
Tróia VII;
Tróia VIII;
Santarém – Roteiros Repúblicanos de Jorge Custódio. Quidnovi. Matosinhos, 2010, 128 págs. B. Il.
Santarém, urbe de memórias milenares, amiúde bastião de liberdades, não soube (ou não põde) preservar os seus mais importantes vestígios do periodo republicano, cujas reminiscências parecem ter-se ocultado sobre os ouropéis do Estado Novo ou do curso vigente da sociedade do consumo pós-contemporânea. (…) Efectivamente, não deixa de constituir uma surpresa para quem aborda a cidade na perspectiva da história do republicanismo a quase inexistência de memórias dos lugares, eventos ou personalidades que estiveram ligados à génese, implantação e afirmação da República, no fundo a instância histórica do actual regime. E isto é tanto mais surpreendente quanto Santarém foi palco e matriz de alguns dos principais acontecimentos que marcaram o período republicano, espaço de resistência republicana no tempo de Salazar, lugar de perseguição no tempo do Movimento de Unidade Democrática (MUD), apoiante de Humberto Delgado nas eleições de 1958 e ainda “ponta de lança” da agenda do 25 de Abril de 1974 (que na sua história tem como militar de relevo Salgueiro Maia
Os Descobridores de Daniel J. Boorstin. Gradiva Publicações. Lisboa, 1994, 641 págs. E.
Uma história original acerca de maior aventura do homem: a descoberta do mundo que o rodeia.
Nesta obra, Boorstin não percorre apenas a necessidade insaciável de conhecimento do Homem, mas também os obstáculos à descoberta e a ilusão que o conhecimento pode colocar no caminho.
Analisando o tempo, a terra e os oceanos, a natureza e a sociedade, o autor reúne e analisa as histórias da epopeia do Homem para compreender o mundo e o cosmos.
Dupla Restauração de Angola (1641-1648) de A. da Silva Rego. Agência Geral das Colónias. LIsboa, 1948, 274 págs. E.
TODOS OS portugueses sabem o que vulgarmente se quer dizer quando se fala em <campanhas da Restauraçãon.
São lutas contra o jugo castelhano ou holandês, após a revolução nacionalista de 1640, a fim de reganhar o antigo império perdido durante o duro «cativeiro de Babilónia» de 1580 a 1640. Estas lutas assumem ainda significado diverso, quando se trata de lutas na metrópole ou de lutas no Oriente. Na história angolana, porém, as «campanhas da restan- ração apresentam outra significação. Os Portugueses, embora expulsos da costa, estavam firmemente estabelecidos em Muxima, Massangano, Cambambe e Ambaca e, em vista disto, nunca perderam os seus direitos sobre a velha possessão africana. Por conseguinte, a conquista de Luanda pelos Holandeses, embora tivesse representado grave quebra de prestigio para os antigos senhores de toda aquela costa, não abalou em nada os dados fundamentais da presença portuguesa em Africa. Deve, pois, falar-se em «restauração de Luanda» e não em «restauração de Angola».
Grande Guerra: A Primeira Guerra Mundial Agita o Velho Mundo de Carlos Sanz Diaz. Atlântico Press. Lisboa, 2018, 144 págs. E.
A Primeira Guerra Mundial teve um impacto profundo nas estruturas políticas, económicas e sociais do planeta à escala global. De facto, para muitos historiadores, o século XX começou naquele verão de 1914 que haveria de fustigar o mundo com a guerra, a revolução e os fascismos, uma era de catástrofes (como the chamou o historiador Eric Hobsbawm) erigida sobre as ruínas da civilização ocidental do século XIX.
Neste livro, abordam-se as causas que levaram à Grande Guerra e analisa-se o desenvolvimento das operações bélicas e as consequências do conflito, atendendo, além das operações militares, às implicações da contenda, que afetaram tanto os soldados como os civís não só nos países beligerantes, mas em todo o mundo.
Uma destruição de proporções inigualáveis marcou os últimos meses do Terceiro Reich, na Primavera de 1945. Aos inevitáveis horrores de uma derrota, somou-se a recusa de Adolf Hitler em se render até que o último homem caísse. Esta é uma vibrante reconstrução dos momentos que antecederam a queda de um dos mais infames regimes políticos…
Antigo Egipto e a Mesopotâmia de Iréne Cordon. Atlantico Press. Lisboa, 2022, 146 págs. E.
Há mais de 5000 anos, os habitantes da grande região conhecida por Crescente Fértil lançaram as bases do que desde então entendemos por civilização.
Este livro narra a história do antigo Egito e dos reinos mesopotâmicos através dos episódios, das personagens, dos povos e das tradições que configuraram os primeiros impérios da história.
Tempos de Revolução de José Mattoso. Editorial Caminho. Lisboa, 1995, 203 págs. B.
Com este trabalho pretendeu-se sensibilizar e cativar os jovens para a História de Portugal.
Longos anos de experiência a diversos níveis levaram-nos a concluir que a abordagem inicial da História deve ser narrativa, cro-nológica, centrada em acontecimentos e nas personagens que os protagonizaram. Assim se adquire um quadro de referências simples e linear mas tão sólido que servirá de alicerce à construção de um saber mais profundo, complexo e multifacetado, à medida que avan-cem os anos, as leituras, as etapas da escolaridade. Só então se poderá passar a um estudo satisfatório dos aspectos económicos, sociais e mentais necessários a uma rigorosa compreensão do passado.
Da Resistência à Revolução de Miguel Urbano Rodrigues. Edições Avante. Lisboa, 1975, 225 págs. B.
A Revolução Portuguesa confirma as leis da Historia. Os que nela vacilam, os que forjam explicações para um distanciamento do combate diário, os que lavam as mãos como Pilatos, os que adoptam a politica da avestruz, os que engrossam o coro dos pessimistas, nunca foram revolucionários. A maioria desses senhores jamais entrou numa fábrica, não viu nascer o Sol na eira não olhou nos olhos um operário do Barreiro ou um camponês sem terra da margem esquerda do Guadiana. Aqueles que, alarmados, fazem o ponto da situação pelo último comunicado transmitido pela rádio ou pela TV.
Com este trabalho pretendeu-se sensibilizar e cativar os jovens para a História de Portugal. Longos anos de experiência a diversos níveis levaram-nos a concluir que a abordagem inicial da História deve ser narrativa, cro-nológica, centrada em acontecimentos e nas personagens que os protagonizaram. Assim se adquire um quadro de referências simples e linear mas tão…
Primeiros Reis de José Mattoso. Editorial Caminho. Lisboa, 1993, 187 págs. B.
Com este trabalho pretendeu-se sensibilizar e cativar os jovens para a História de Portugal.
Longos anos de experiência a diversos níveis levaram-nos a concluir que a abordagem inicial da História deve ser narrativa, cronológica, centrada em acontecimentos e nas personagens que os protagonizaram. Assim se adquire um quadro de referências simples e linear mas tão sólido que servirá de alicerce à construção de um saber mais profundo, complexo e multifacetado, à medida que avancem os anos, as leituras, as etapas da escolaridade. Só então se poderá passar a um estudo satisfatório dos aspectos económicos, sociais e mentais necessários a uma rigorosa compreensão do passado.
Naufrágios Viagens Fantasias & Batalhas de João Palma Ferreira. Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, s.d., 297 págs. E.
Já depois de composto e impresso o presente volume, foi publicado em Pisa o nª5 dos Quaderni Portoghesi, inteiramente dedicado ao estudo de diversos aspectos dos relatos dos naufrágios que ficaram assinalados na literatura portuguesa dos séculos XVI e XVII. A edição veio confirmar o extraordinário interesse que, um pouco por toda a parte, aquele “género” literário tem vindo a despertar, sucedendo-se a outros estudos publicados recentemente na Itália e em Portugal.
Naufrágios, Viagens, Fantasias & Batalhas, reunindo inéditos da literatura marítima tradicional, de fantasias, de viagens e de batalhas que vão desde o século XVIII à navegação e às tragédias marítimas dos inícios do século XX.
Deliberadamente heterogénea, a colecção apresentada pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda – com prefácio, leitura de texto e notas de João Palma-Ferreira – pretende pôr em evidência o itinerário de um tipo de narrativa de que a literatura culta já se apoderou, sem deixar de sublinhar a constante vinculação à sua origem peculiaríssima e até popular e que jamais perdeu.
Erguido o edifício quantitativo, completámos a sua interpretação com informações recolhidas na leitura de cerca de um milhar de processos das três Inquisições do reino, em que se incluíram todos os processos dos condenados à fogueira em Évora; cerca de 15000 páginas manuscritas (todas as páginas) dos 15 Cadernos do Promotor da Inquisição de Évora; livros de denúncias e de contas; livros, regimentos, cartas, repertórios, relatórios do Conselho Geral (…)”, etc. Obra exaustiva e da maior importância para o conhecimento das mentalidades e forças do poder estabelecidos na época, em particular na cidade de Évora, um dos mais importantes centros cultuaris e artísticos do Reino.
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