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Amorim de Carvalho

Filósofo, poeta, ficcionista e crítico literário. De seu nome completo José Maria Caldas de Matos Amorim de Carvalho. Um extraordinário caso de autodidactismo, só se formando em Ciências Humanas, pela Sorbonne, em 1973, quando o mor e o mais importante da sua obra já estava publicado. Classificando-se a si próprio de «positivista metafísico», estrear-se-ia com a colectânea de poemas Bárbaros (1927).
Fez parte da redacção e da direcção (a partir de 1945) da revista Portucale (1935-1946). Entre 1947 e 1951, dirigiu no Porto, com Kol d’ Alvarenga, a revista Prometeu, onde colaboraram, entre outros, Almada Negreiros, Aquilino Ribeiro, Abel Salazar, Fidelino de Figueiredo, Diogo de Macedo e Sant’Anna Dionísio. Colaborou, ainda, noutras revistas e jornais do Porto e de Lisboa, nomeadamente na Seara Nova (1933-1938), em O Diabo (1934-1938) e no Sol Nascente (1938).
Foi a partir de 1950 que se dedicou mais interessadamente à filosofia, na sequência do seu estudo das obras de Sampaio Bruno e Basílio Teles. Em 1953 veio viver para Lisboa, tendo-se exilado em 1965 em Paris, voluntariamente. Um dos maiores especialistas de Guerra Junqueiro, dirigiu em 1972 a edição da sua Obra Poética. O seu enorme espólio, que inclui também pinturas e desenhos, está à guarda da família, no Porto, tendo por iniciativa desta sido publicadas algumas das suas obras até então inéditas.