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Luís Filipe Aviz de Brito

Natural de Barcelos licenciou-se em Direito em Lisboa em 1935, fez concurso para a carreira de Notário em 1936 tendo logo sido nomeado para Notário no Concelho de Manteigas (Comarca de Gouveia) e servido entre 1937-1958 como Notário na sede da Comarca de Caminha, em cuja vila casou com senhora caminhense. Poreducacionais e de acesso à 1ª classe, no mesmo cargo, se transferiu para a cidade e comarca de Guimarães, onde se aposentou em 1982 e mantém residência, por ser meio cuja actividade cultural muito o apaixona. Aí frequenta, muito empenhado, suas instituições histórico-científicas nomeadamente a Sociedade Martins Sarmento, o Arquivo Alfredo Pimenta e Associação para a defesa do Património Cultural «Muralha», da qual tem sido dirigente. Participou com duas comunicações no notável «Congresso Histórico de Guimarães e asua Colegiada”, em 1979, que lhe editou duas separatas, uma “O Frontão da Colegiada como significativa Memória da Pátria Consolidada” e a outra “A Imagem da padroeira representada no Frontão do Templo.” De seguida, como estudioso vimaranista, publicou numa revista de cultura e actualidade do mesmo meio, “Gil Vicente”, um importante trabalho “Gaspar Estaço, Patriarca da História de Guimarães”. Por outro lado no domínio profissional publicou em 1966, pela Editora Pax, de Braga, o volume “O Notariado na Elaboração do Direito Privado”, com elogiosas críticas das revistas jurídicas e grande divulgação livreira, entre a classe notarial, ao tempo, de todo Portugal e Ultramar. Versando muitos aspectos tabeliónicos tem sido colaborador da Revista do Notariado e Registo Predial, de Lisboa, do órgão da Associação Jurídica de Braga, sobremaneira da Revista do Notariado, órgão da Associação Portuguesa dos Notários.
Jornalisticamente tem aparecido, várias vezes, no categorizado semanário Notícias de Guimarães e no órgão da sua terra adoptiva “O Caminhense” vindo em ambos desenvolvendo, em sucessivos números, profundas e extremas matérias históricas merecendo particular interesse duas séries saídas no nosso trimensário, uma entre 1984 e 1987, “A Fundação do Arcebispo Silva Torres e o seu exclusivo destino caritatico e outra em 1988, “Denominação e Imagem da Senhora Padroeira de Caminha, Santa Maria – Senhora da Assunção – Senhora dos Anjos.

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George Rudé

Rudé nasceu em Oslo em 1910. Em 1919, a sua família mudou-se para a Inglaterra. Formou-se em línguas modernas em Cambridge em 1931 e tornou-se professor de línguas, primeiro em Stowe e depois em St Paul’s School, em Londres. Em 1932, visitou a União Soviética tornou-se um comunista e antifascista comprometido. De 1935 a 1959, foi um membro activo do Partido Comunista Britânico, actuando em comités e angariando fundos para trabalhadores desempregados. Durante a Segunda Guerra Mundial, Rudé trabalhou com o corpo de bombeiros de Londres e licenciou-se em História na Universidade de Londres.
George Rudé foi um investigador e escritor prolífico que passou dez anos ensinando na Austrália. Embora tenha iniciado a sua carreira académica apenas aos cinquenta anos, escreveu 15 livros e editou vários outros. Foi um dos principais praticantes da ‘história de baixo’ e o seu trabalho – particularmente O Povo na Revolução Francesa (1958) – influenciou toda uma geração de historiadores da Revolução Francesa. Era um excelente professor e supervisor, muito apreciado e respeitado pelos seus pares.

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Kaulza de Arriaga

General, professor e publicista português, Kaúlza Oliveira de Arriaga nasceu a 18 de janeiro de 1915, no Porto, e faleceu a 3 de fevereiro de 2004, em Lisboa, após ter sofrido da doença de Alzheimer. Depois de concluir os estudos em Matemática e Engenharia, incorporou o Exército, como voluntário, a 1 de novembro de 1935, tendo terminado o curso de Engenharia Militar e Civil da Academia Militar, em 1939. Em 1949, concluiu o Curso do Estado-Maior e de Altos Comandos do Instituto de Altos Estudos Militares. Como militar, dedicou-se à reforma dos sistemas de recrutamento e de instrução, preocupou-se com o desenvolvimento dos transportes aéreos militares e impulsionou o Corpo de Tropas Paraquedistas e a sua integração inicial na Força Aérea. Ficou conhecido sobretudo pelas campanhas que dirigiu em Moçambique, durante a guerra do Ultramar, principalmente a grandiosa operação “Nó Górdio” (1970), que resultou num enorme fiasco militar.
General, professor e publicista português, Kaúlza Oliveira de Arriaga nasceu a 18 de janeiro de 1915, no Porto, e faleceu a 3 de fevereiro de 2004, em Lisboa, após ter sofrido da doença de Alzheimer. Depois de concluir os estudos em Matemática e Engenharia, incorporou o Exército, como voluntário, a 1 de novembro de 1935, tendo terminado o curso de Engenharia Militar e Civil da Academia Militar, em 1939. Em 1949, concluiu o Curso do Estado-Maior e de Altos Comandos do Instituto de Altos Estudos Militares. Como militar, dedicou-se à reforma dos sistemas de recrutamento e de instrução, preocupou-se com o desenvolvimento dos transportes aéreos militares e impulsionou o Corpo de Tropas Paraquedistas e a sua integração inicial na Força Aérea. Ficou conhecido sobretudo pelas campanhas que dirigiu em Moçambique, durante a guerra do Ultramar, principalmente a grandiosa operação “Nó Górdio” (1970), que resultou num enorme fiasco militar.
Colaborador fiel de Oliveira Salazar e de Marcello Caetano, chegando a ser decisivo no aborto do golpe de Estado de abril de 1961, Kaúlza de Arriaga exerceu várias funções de carácter civil e militar, como a de Chefe de Gabinete do Ministério da Defesa Nacional (1953-1955), de Subsecretário e Secretário de Estado da Aeronáutica (1955-1962), de professor do Instituto de Altos Estudos Militares (1964-1968), do qual foi também dirigente, de presidente da Junta de Energia Nuclear (1967-1969 e 1973-1974), de administrador por parte do Estado e de presidente executivo da empresa de petróleos “Angol, SA” (1966-1969 e 1973-1974), de comandante das Forças Terrestres em Moçambique (1969/1970), de comandante-chefe das Forças Armadas Portuguesas em Moçambique (1970-1973). Para além disso, foi vogal do Conselho Ultramarino (1965-1969 e 1973-1974), presidente da Assembleia Geral da empresa de fibras sintéticas “Finicisa, SA” (1968-1969 e 1973-1974), presidente da Federação Equestre Portuguesa (1968-1971) e membro do Conselho da Ordem Militar de Cristo (1966-1974). Em 1977, criou o Movimento para a Independência e Reconstrução Nacional (MIRN), formação de extrema-direita da qual foi presidente e que foi extinta depois das eleições legislativas de 1980. Três semanas após o 25 de abril de 1974, passou à reserva e, a 28 de setembro, ficou detido durante 16 meses. Não tendo culpa formada, foi libertado em janeiro de 1976. O general processou então o Estado português, tendo ganho a causa em 1987, altura em que o Tribunal Administrativo condenou o Estado a uma indemnização de 100 contos e 1 escudo.
Como publicista, escreveu vários artigos e livros dos quais se destacam Energia Atómica (1949), The Portuguese Answer (1973), Coragem, Tenacidade e Fé (1973), No Caminho das Soluções do Futuro (1977), Estratégia Global (1988), Maastricht – Pior ainda que o “25 de Abril”!? (1992).Recebeu vários títulos honoríficos e condecorações militares, a nível nacional e estrangeiro, como: Oficial da Ordem Militar de Avis, Grande Oficial da Ordem de Mérito Militar (Brasil), Grau de Comendador da Legião de Mérito (EUA), Oficial da Ordem Militar de Cristo, Oficial da Legião de Honra (França), Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, com a Medalha de Mérito Aeronáutico de 1.ª Classe da Força Aérea, entre outras distinções.

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Cleonice Berardinelli

Cleonice Serôa da Motta Berardinelli nasceu no Rio de Janeiro em 28 de agosto de 1916, licenciada em Letras Neolatinas pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (1938). Doutora em Letras Clássicas e Vernáculas pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil (1959). Livre-docente de Literatura Portuguesa por concurso pela Faculdade Nacional de Filosofia (1959), defendendo a Tese: Poesia e poética de Fernando Pessoa, a primeira tese sobre o autor feita no Brasil.
Professora Titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ – 1944), feita Emérita em 1987. Professora Titular da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio – 1963), feita Emérita em 2006. Professora da Universidade Católica de Petrópolis (1961). Professora de Língua e Literatura Portuguesa do Instituto Rio Branco – Curso de Preparação à Carreira Diplomática (1961-1963). Professora convidada pelas Universidades da Califórnia, campus Sta. Barbara (1985) e de Lisboa (1987 e 1989).
Orientadora de 74 dissertações de mestrado e 42 teses de doutorado. Participou de 32 Bancas de Concurso para Professor e de mais de uma centena de Bancas de Pós-Graduação. Vem ministrando, até agora, cursos de Pós-Graduação.

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Otto Hoetzsch

Otto Hoetzsch (14 de fevereiro de 1876 – 27 de agosto de 1946) foi um académico e político alemão. Estudou história, economia e história da arte em Leipzig, onde obteve em 1899 uma licenciatura. Trabalhou para vários jornais e actuou no Alldeutscher Verband e favoreceu a criação de uma marinha alemã. Em 1905, passou no exame como intérprete em polonês, russo, ucraniano, francês, inglês, italiano e holandês. Entre 1906 e 1913, leccionou na Academia Real da Prússia em Posen. Em 1913, tornou-se professor de história da Europa Oriental em Berlim.

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Camilo Pessanha

Depois de se ter formado em Direito pela Universidade de Coimbra, partiu como professor para Macau, onde permaneceu, depois como conservador do registo predial, grande parte da sua vida e onde terá convivido durante escassos anos com Wenceslau de Morais. Ocupando uma posição marginal relativamente aos movimentos, polémicas e publicações que marcaram a última década de Oitocentos, Camilo Pessanha foi compondo uma pequena mas significativa obra poética, esparsamente divulgada em pequenas revistas e jornais, e apenas coligida em 1920, pelo empenho de um amigo e admirador, João de Castro Osório. Considerada o que de melhor produziu o simbolismo português, a sua obra aponta em vários aspetos para a estética modernista, sendo, aliás, da responsabilidade de Luís de Montalvor, um dos elementos de Orpheu, a divulgação em primeira mão de um conjunto de poemas de Pessanha na revista Centauro. A poesia de Camilo Pessanha articula o equilíbrio musical do verso, a capacidade de sugestão de sentidos a partir de elementos significantes, proveniente de um simbolismo de matriz verlainiana, com a elevação da imagem à categoria de símbolo, teorizada por Baudelaire ou Mallarmé, como alicerces de uma poesia elaborada ao ponto de ocultar o seu rigor construtivo e encarada como forma intelectualizada de compreensão da relação entre o eu e a realidade. Revelado pelos modernistas, este autor deve a sua redescoberta, até certo ponto, à iluminação recíproca que estabelece com a obra de Fernando Pessoa, devendo-se o primeiro estudo exaustivo da sua obra, em 1956, à ensaísta Esther de Lemos, a que se seguiriam, nas décadas seguintes, trabalhos fundamentais sobre Clepsidra, da autoria de Urbano Tavares Rodrigues e Óscar Lopes. Segundo este último ensaísta, “Pessanha traz à poesia portuguesa toda a dinâmica até então insuspeitada do momento subjetivo no domínio da perceção, desarticulando a perspetiva puramente geométrica a que a descrição parnasiana obedece, mobilizando os modos afetivos de reação à realidade sensorial”, e alcançando, na “expressão estilística concreta”, “a dialética das perceções ou imagens e de uma subjetividade individual” (cf. Entre Fialho e Nemésio, vol. I, Lisboa, INCM, p. 136).

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Nuno Gomes Oliveira

Nasceu em Vila Nova de Gaia em 1956, é Licenciado em Biologia e Mestre em Ecologia Humana (Universidade de Bordéus) e Doutor em Biologia (Universidade de Coimbra). Iniciou a sua carreira como colaborador do Núcleo de Estudos Ornitológicos da Faculdade de Ciências do Porto (1971) e foi fundador do Núcleo Português de Estudo e Proteção da Vida Selvagem (1974), onde trabalhou até 1983, tendo então iniciado o projeto “Parque Biológico de Gaia”, equipamento pelo qual é responsável desde então. Foi, ainda, autor dos projetos do Parque de Dunas da Aguda, Parque Biológico de Vinhais, Parque Botânico do Castelo, Parque Municipal da Lavandeira” e Parque do Conde das Devesas, entre outros. Foi autor da proposta de criação da Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto (1971), elaborou um primeiro estudo para classificação das Serras de S. Justa, Pias e Castiçal (1981) e criou a Reserva Natural Local do Estuário do Douro (2008). Foi bolseiro da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica e do Comité de Desafios da Sociedade Moderna, da NATO. Em 1990 recebeu o Prémio Nacional de Conservação da Natureza e do Património Histórico-Natural, em 1995 o “Prémio 25 pessoas – 25 anos de Conservação da Natureza – QUERCUS 10º Aniversário” e em 2000 uma Menção Honrosa conferida pela Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente. É autor de centenas de publicações, filmes e exposições e fez mais de 500 palestras e conferências. Actualmente é Diretor do Parque Biológico de Gaia e administrador não-executivo da SIMDOURO, Saneamento do Grande Porto, SA (Grupo Águas de Portugal).

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Ludmila Kybalová

Ludmila Kybalová ( 9 de junho de 1929 Praga – 23 de julho de 2012 em Ptá?ov ), foi historiadora de arte checa, pedagoga na Academia de Artes, Arquitetura e Design de Praga e na Faculdade de Teatro da Academia de Artes Cénicas, especializada em têxteis.
Após seus estudos, ela trabalhou na SÚPPOP em Praga, de 1953 a 1955, onde fez inventários de fundos históricos da arte em castelos do estado e até 1959 como editora profissional da editora ?SVU. Entre 1959 e 1968, foi editora senior da Artia. Foi aí que descobriu o tema que pelo menos no ambiente checo a tornou mais famosa, a história da moda . Juntamente com outros autores, ela preparou a Picture Encyclopedia of Fashion , a única obra desse tipo publicada em 1973 em alemão e posteriormente em noutros idiomas.

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José António Rondão Almeida

José António Rondão Almeida é um político português, natural da cidade de Elvas. Foi presidente da Câmara Municipal de Elvas pelo PS desde 4 de janeiro de 1993. Em outubro de 2009, José António Rondão Almeida foi eleito presidente da Câmara Municipal de Elvas pela quinta vez consecutiva com a maioria absoluta. Em 2013 deixou de ser presidente da Câmara Municipal devido à nova lei de limitações de cargo, continuando de igual forma na lista do PS candidata à Câmara Municipal de Elvas. A mesma lista na qual estava, agora encabeçada pelo seu n.º 2, o Dr. Nuno Mocinha, venceu novamente as eleições com maioria absoluta. Desde então, José António Rondão Almeida é Vereador da Câmara Municipal de Elvas.

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Joanne Harris

Joanne Harris nasceu no Yorkshire, de mãe francesa e pai inglês. Estudou Línguas Modernas e Medievais em Cambridge e foi professora durante quinzeanos, mas a escrita é a sua verdadeira paixão. Do romance tradicional ao de fantasia, dos livros de culinária a argumentos para séries de TV ou teatro, Joanne Harris está feliz desde que esteja a escrever. A sua obra está atualmente publicada em quarenta países e foi galardoada com inúmeros prémios literários internacionais. Todos os seus livros integram o catálogo da ASA. Joanne Harris vive com o marido, Kevin, num pequeno bosque a cerca de vinte quilómetros do sítio onde nasceu.