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Fernanda Olival

Fernanda Olival ensina História Moderna Moderna e metodologia no Departamento de História da Universidade de Évora desde 1991. Ela também é Diretora do CIDEHUS (um centro de pesquisa especializado em mudanças societais na região do Mediterrâneo e no sul).
É co-responsável pelo nó português da Red Columnaria, uma rede internacional interuniversitária que reúne pesquisadores interessados na história das Monarquias Ibéricas.
Ela foi coordenadora de vários projetos de pesquisa.
Seus três livros mais importantes são: As Ordens Militares e o Estado Moderno: honra, mercê e venalidade em Portugal (1641-1789), Lisboa, Estar, 2001; D. Filipe II de cognoma “O Pio”, junco. corrigida, Rio de Mouro, Círculo de Leitores, CEP / CEP, Temas e Debates, 2008; As Ordens Militares e a Expansão Portuguesa (séculos XV-XVII), Peterborough: BayWolf Press, 2018.

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Carlos Monjardino

Carlos Monjardino foi secretário-adjunto em Macau com responsabilidades na Economia, Finanças e Turismo e Encarregado do Governo, entre a demissão de Pinto Machado e a chegada de Carlos Melancia. Presidente da Fundação Oriente.

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Paulo Neves da Silva

Paulo Neves da Silva é licenciado em Matemáticas Aplicadas e exerce a sua atividade profissional na área do desenvolvimento de software a nível nacional e internacional. Desde sempre um apaixonado pela leitura, iniciou, no ano 2000, a pesquisa e recolha sistemática de citações, excertos de textos e poemas, que classifica tematicamente e partilha de forma livre através de um site do qual foi o mentor, o Citador, em www.citador.pt, atualmente uma das principais referências na Internet em língua portuguesa. Expandindo o resultado das suas recolhas, a partir de 2005 iniciou a edição de vários livros, destacando-se pelas sucessivas reedições os livros da coleção «Citações e Pensamentos» da Casa das Letras. “Papa Francisco – Frases e Reflexões” é o seu mais recente livro, e o 18.º que publica.

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Sergei Tokarev

Sergei Aleksandrovich Tokarev (29 de dezembro de 1899 – 19 de abril de 1985) foi um estudioso russo, etnógrafo, historiador, pesquisador de crenças religiosas, doutorado em ciências históricas e professor da Universidade Estadual de Moscovo. Tokarev tinha interesse nas religiões “primitivas”. Ele tendia a seguir as visões evolucionistas de Lev Shternberg, apesar de rejeitar algumas das suas hipóteses específicas.Em 1963, publicou uma discussão geral sobre o assunto: as primeiras formas de religião e seu desenvolvimento e religião na história das nações. Neste livro, Tokarov concluiu que o xamanismo siberiano havia evoluído do animismo, já que o papel do xamã era manter uma estreita relação com os espíritos dos animais caçados. Tomando uma visão marxista da experiência religiosa, Tokarev, na década de 1980, escreveu que os xamãs “estavam quase sempre doentes mentais, com uma propensão a ataques de loucura”. Essa não era uma opinião partilhada pela maioria de seus colegas, preferindo descrever a espiritualidade tribal em termos de “religião primitiva”. Algumas de suas outras idéias sobre folclore e religião foram consideradas estranhas, se não ultrapassadas, pelos estudiosos ocidentais. Ele associou objetos sagrados a fetiches, e fórmulas sagradas a fórmulas mágicas.

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Princesa Sissi

Sissi é a Princesa portuguesa autora do blogue Cenas de Gaja. Aquela mulher que escreve sobre sexo, com todas as letras, aquilo que só aos homens é permitido dizer. Com muita coragem, mas também com muito humor.
Tem 33 anos, viveu os últimos anos em Londres, mas já está de regresso à Pátria.

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Jonathan Franzen

Jonathan Franzen nasceu em 1959 no Illinois e vive em Nova Iorque. É autor de quatro romances: The Twenty-Seventh City (1988), Strong Motion (1992), Correcções (2001) e Freedom (2010); e de duas obras de não-ficção: How to Be Alone (2002) e The Discomfort Zone (2006). Foi considerado pela Granta e pelo The New Yorker como um dos melhores romancistas norte-americanos com menos de quarenta anos. Poucas obras conseguiram um reconhecimento da crítica e do público tão unânime como Correcções , que teve mais de um milhão de leitores nos Estados Unidos, foi classificado como obra-prima e como «o grande romance do século», conheceu uma difusão internacional sem precedentes com a publicação em quase todas as línguas e um sólido projecto cinematográfico. Com Correcções, Jonathan Franzen obteve ainda o National Book Award 2001 e o James Tait Black Memorial Prize 2002. Em Agosto de 2010, Jonathan Franzen foi capa da revista Time – uma honra que não era concedida a um autor vivo há uma década – com as palavras «O Grande Romancista Americano» em grande destaque.

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Flausino Torres

Nascido na Beira Alta em 1906, Flausino Torres desceu até Coimbra nos anos 20 para ir à universidade. Depois seguiu para Lisboa, onde se tornou, durante a década de 40, um intelectual prestigiado nos meios oposicionistas (em boa medida graças aos livros que escreveu para a Biblioteca Cosmos de Bento de Jesus Caraça). Na década de 50, porém, Flausino regressa a Tondela. Cultiva a terra que herdou e lecciona num colégio particular. Mas é de novo sol de pouca dura. Afastado do colégio e após experiência prisional curta e violenta às mãos da PIDE, que se veio somar às prisões de sua filha Marcela e de seu filho Cláudio, parte de novo em viagem e chega à Argel dos anos 60. Aqui, no meio da oposição portuguesa, nem por isso se queda por mais do que alguns meses. Irritam-no os aristocratas que mudam de camisa todas as noites, lavam-se em cerveja, adiam reuniões para ver jogos de futebol e fazem poemas à camponesa. Ademais, surgem problemas entre si e o responsável local do PCP. Segue então para Leste e, à boleia do partido, acaba a leccionar História de Portugal numa universidade de Praga. O ofício de historiador ocupava-o desde há muito. Para a Biblioteca Cosmos havia escrito sobre as civilizações ditas primitivas, rondando temas hoje estudados pelo seu filho (esse mesmo: Cláudio Torres). Depois aproximou-se dos séculos mais contemporâneos. E em Praga escreveu mesmo a única História de Portugal de síntese comunista. Entretanto, na hora crítica de 1968, a capital checoslovaca marcou a sua ruptura partidária. Desiludido com a posição pró-soviética do PCP e com o funcionamento interno do partido, enfrenta Álvaro Cunhal e pede ao Comité Central que suspenda o secretário-geral. É afastado do partido e pouco tempo depois está de regresso à Beira. Assiste ao 25 de Abril mas logo acaba por morrer.

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Fernando Rosas

Fernando Rosas nasceu em Lisboa em 1946. É professor catedrático jubilado no Departamento de História da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e foi presidente do Instituto de História Contemporânea da mesma faculdade. Desenvolve o seu percurso académico sobretudo em torno da História Contemporânea e da História de Portugal no século XX. Foi membro do conselho de redação da revista Penélope — fazer e desfazer a História, e diretor da revista História. Entre as obras que publicou contam -se: História a História – África, Salazar e o Poder — A arte de saber durar (Prémio PEN Ensaio 2012); Lisboa Revolucionária; História da Primeira República Portuguesa (com Maria Fernanda Rollo); coordenação de Portugal e o Estado Novo (1930 -1960), vol. XII; Nova História de Portugal (dir. Joel Serrão e A.H. de Oliveira Marques); Estado Novo (1926 -1974), vol. VII; História de Portugal (dir. José Mattoso); Portugal Século XX: 1890 -1976: Pensamento e Acção Política. Tem livros e artigos publicados em Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos da América e Brasil. Em 2006, foi condecorado pelo presidente da República com a Ordem da Liberdade.

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Elaine Landau

Elaine Landau foi formada em Jornalismo pela Universidade de Nova Iorque. Escreveu vários livros sobre racismo, terrorismo, armas biológicas e químicas e sobre a nova realidade nuclear, entre os quais “The New Nuclear Reality” e “John F. Kennedy Jr.” Começou a escrever sobre Osama Bin Laden em 1998, pouco antes dos atentados a duas embaixadas dos E.U.A. em África. Neste livro a autora procura retratar, de uma forma simples e acessível a figura do homem cujos actos violentos estão em vias de transformar o nosso mundo.

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Alexandre Soljenitsine

Escritor russo, Aleksandr Isayevich Solzhenitsyn – por vezes escrito Alexandre Soljenitsine – nasceu em Kislovodsk, no Cáucaso, a 11 de Novembro de 1918. O pai morreu na guerra, antes do seu nascimento. Aos seis anos, mudou-se com a mãe para Rostov, onde viria a estudar Matemática. Participou na Segunda Guerra Mundial, sendo várias vezes condecorado. Uma carta dirigida a um amigo, em que expressa as suas opiniões sobre Estaline, levou-o à prisão, tendo sido condenado a trabalhos forçados. Em 1962 publicou Um Dia na Vida de Ivan Denissovitch, um depoimento sobre o sistema prisional. O Primeiro Círculo e O Pavilhão dos Cancerosos, editados em 1968 no estrangeiro, trouxeram-lhe o reconhecimento internacional. Agosto 14 corresponde ao início de uma vasta obra de natureza histórica. Em 1970 foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Literatura, mas receando que lhe interditassem o retorno ao país, não foi recebê-lo a Estocolmo. Pouco depois da publicação de O Arquipélago de Gulag em Paris, em 1974, foi preso, julgado por traição e, finalmente, condenado ao exílio. Instalou-se nos Estados Unidos, prosseguindo a sua obra literária e procurando reunir os dissidentes na sua luta contra o sistema vigente na URSS. Em Setembro de 1991 foi por fim ilibado da acusação de traição pelo governo soviético e, em Julho de 1994, voltou à Rússia.
Escritor de inspiração católica, a libertação interior do homem é o tema central da sua obra e a razão da sua luta.
Faleceu a 3 de Agosto de 2008, em Moscovo, aos 89 anos.