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Stendhal

Pseudónimo do escritor francês Marie-Henri Beyle, que nasceu em Grenoble, França, a 23 de janeiro de 1783 e morreu a 23 de março de 1842 em Paris. É um dos mais originais e complexos escritores da primeira metade do século XIX, conhecido pelos seus trabalhos de ficção. Orfão de mãe aos sete anos, isso fê-lo aumentar a predisposição para a solidão e levou-o a distanciar-se do pai. Como estudante, interessou-se pela Literatura e pela Matemática. Em 1799 fugiu para Paris para escapar ao controlo paternal.
Em 1830 publica a obra prima le Rouge et le Noir cujo enredo se baseia na aventura de um jovem seminarista homicida e morto no patíbulo. Stendhal criou a personagem Julien Sorel, que, sob as vestes clericais, alimenta o sonho de grandeza napoleónica. Aproveitando uma longa licença em Paris, escreve a obra prima la Chartreuse de Parme, em 1839, e reúne nas Chroniques Italiennes narrações de aventuras trágicas. Compôs Mémoires d’un touriste e teve ainda tempo para iniciar um outro romance chamado Lamiel, que não conseguiu completar.
Stendhal foi mandado para o consulado francês para os Estados Papais e redige os Souvenirs d’Égotisme, Vie de Henri Brulard, e inicia o romance autobiográgico intitulado Lucien Leuwen. Estes trabalhos ficaram incompletos e foram publicados postumamente. São hoje considerados os seus últimos escritos.
Os heróis de Stendhal são herdeiros dos heróis românticos, mas são psicologicamente mais ricos e plurifacetados porque se encontram dotados de uma maior sensibilidade. O escritor parte da observação do real, embora não se contente em ser puramente descritivo. O objetivo do romancista é criar personagens completas no aspeto psicológico, social ou temperamental. Pela naturalidade do seu estilo é já um realista.