Um Ano Com a Gaiola Aberta

Indisponível

Título: Um Ano Com a Gaiola Aberta
Autor: José Vilhena
Edição: Gaiola Aberta
Ano: 1975
Encadernação: Dura
Capa: José Vilhena
Obs.: Ano 1 – Nº 1 a 15

 

Categoria: Etiqueta:

SINOPSE
Apenas alguns dias após a revolução do 25 de Abril, Vilhena lança finalmente um “quinzenário de mau-humor”. A primeira “Gaiola Aberta” sai a 15 de Maio de 1974. Nessa época agitada, a “gaiola” é um reflexo constante dos acontecimentos políticos e sociais que abanam o país em turbulência. Voltar a ler hoje essas revistas, é uma autêntica lição de história contemporânea, contada por um olhar esclarecido e sobretudo extremamente bem informado. O sucesso da revista foi considerável chegando aos 150.000 exemplares.

Nesta revista, Vilhena usa uma nova técnica: a fotomontagem. Com ela faz o seu “folhetim PIDE”, uma fotonovela sobre a polícia política do regime. Todos os políticos passaram sob a mira certeira e mortífera deste humorista. É de referir o seu alvo de predilecção: Vera Lagoa. Era como o Eça de Queiroz, que quando lhe faltava tema, atacava o boi de Tunes. Sempre que podia, Vilhena atacava o “oportunismo político de Vera Lagoa”. Quando lhe perguntam porquê, responde apenas que era porque sabia desenhá-la.


SOBRE O AUTOR

José Vilhena é considerado o pai do Humor em Portugal. Autor de diversos livros, detém um curriculo extraordinário e foi o criador da revista Gaiola Aberta qua marcou o Portugal democrático, após o 25 de Abril. O mais brilhante humorista portguês. «Autobiografia Vilhena nasceu em 1927, teve sarampo e todas as outras doenças peculiares nas crianças a quem a providência divina não ligou grande importância. No liceu foi perseguido pelos professores que o chumbaram sempre que puderam. Na Escola de Belas Artes foi um incompreendido. Tragédias sobre tragédias vão-se acumulando como nuvens no céu da sua vida. Aos 20 anos teve uma pneumonia. Aos 21 uma loira. Aos 23 foi chamado a cumprir o serviço militar. Aos 24 conhece uma daquelas mulheres que põem o juízo em água ao mais «sabido». Aos 25 é obrigado a trabalhar numa casa que traficava vinhos. Aí adquiriu uma inclinação muito acentuada para a bebida. Aos 26 vários dramas sentimentais (a carne entra também no sentimentalismo dele) tornam-no um descrente na humanidade, principalmente na parte feminina da humanidade. Aos 27 publica o seu primeiro livro (Este mundo e outro) e é apedrejado pela crítica de alguns jornais. Aos 28 tem uma paixão dupla (fenómeno raríssimo) isto é: apaixona-se por duas mulheres simultaneamente. Aos 29 publica o seu 2.º livro (Pascoal). Aos 30 conhece uma morena. Esta última tragédia assume proporções tão catastróficas que alguns amigos admitem ser o ponto final de uma vida inteiramente dedicada às artes e à contemplação da natureza (ou melhor – de certos espécimes da natureza). – José Vilhena, 1958.» Escritor, pintor, cartoonista e humorista, Vilhena encantou, divertiu e escandalizou gerações de portugueses ao longo de mais de 50 anos de carreira.


 

OBRAS DO AUTOR


RELACIONADOS


Voltar