Soares: Ditadura ou Revolução

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Título: Soares: Ditadura ou Revolução
Autor: Maria João Avillez
Edição: Público
Ano: 1996
Páginas: 543
Encadernação: Mole
Capa: Atelier Hernique Cayatte
Depósito Legal: 97021/96
ISBN: 972-8179-11-1

 

 

SINOPSE:
Este é o segundo livro de Maria João Avillez com a chancela do PUBLICO no espaço de dois anos. O primeiro, editado em Maio de 1994 e intitulado “Do Fundo da Revolução”, termina­va significativamente com uma entrevista ao Presidente da República Mário Soares. Entre­vista que a autora considerava, e bem, “um re­gisto vivíssimo das últimas três décadas” e que o entrevistado rematava com esta singular con­fissão: “Nunca me considerei herói de coisa nenhuma. Fiz o meu dever, tenho a consciência de ter contribuído, com a minha quota-parte, para que estejamos onde estamos”. E dessa con­tribuição, no seu todo, que fala agora este livro. Que não é um livro de memórias mas sim de palavras vivas que essas memórias consentem, conversa longa e imperdível onde passado e futuro partilham a dimensão única da história – de uma vida, de um homem, de um país que nele viu projectadas muitas das suas aspirações e metamorfoses. Razão acrescida para que, a esta cativante viagem – mais uma das muitas que Maria João Avillez nos tem proporcionado ao longo da sua carreira como jornalista – o PUBLICO junte o seu nome, com o empenho e o afecto dos grandes momentos.


SOBRE O AUTOR

Iniciou-se na comunicação social aos 17 anos, como locutora do Programa Juvenil da Radiotelevisão Portuguesa, ao lado de João Lobo Antunes, Júlio Isidro e Lídia Franco. Fundava em seguida, com um grupo de amigos, o Companheiros e o AZ, dois jornais que acabaram por falta de financiamento. Entretanto passou também pela Rádio Renascença, como locutora em programas juvenis e de leitura de poesia. Estudava ao mesmo tempo no Instituto Superior de Línguas e Administração, que abandonou para apresentar, de novo na RDP, o Programa Feminino.
Aos 28 anos, depois de casar com Francisco van Zeller, confirmou a sua carreira no jornalismo ao ser admitida como redatora estagiária em A Capital. Saiu deste matutino em 1974, já efetiva, para o Expresso. No semanário de Francisco Pinto Balsemão e Marcelo Rebelo de Sousa viria a notabilizar-se no jornalismo político. Em 1981 ganhou o Prémio EFE, entre 350 candidaturas, para a Melhor Reportagem do Ano, com uma peça intitulada Sá Carneiro – o último retrato, publicada naquele semanário em dezembro de 1980. Em 1982 biografou Francisco Sá Carneiro, em Solidão e Poder.

Entre outros livros, Maria João Avillez publicou Entre Palavras, em 1984, que reúne uma série de entrevistas realizadas por si, entre 1974 e 1984, e quatro livros dedicados a Mário Soares, de que consta uma biografia autorizada, intitulada Soares – o Presidente, em 1996. Sobre Álvaro Cunhal assinou Conversas com Álvaro Cunhal e outras lembranças de Maria João Avillez, de 2004. Em Portugal – as sete partidas do mundo, de 2000, recorreu às ilustrações de Rui Ochôa, seu colega do Expresso.[1]

Na SIC Notícias desde a sua fundação, Maria João Avillez conduziu o programa de entrevistas Conversa afiada, entre 2001 e 2003, onde recebeu personalidades diversas da sociedade portuguesa, desde políticos, jornalistas, escritores ou artistas plásticos.[2] Em 2005, voltou às entrevistas políticas na SIC-N, em Outras Conversas.

Mais recentemente foi ainda cronista da revista Sábado e do Rádio Clube Português, sendo, desde 2012 comentadora de assuntos políticos da TVI 24 e, desde 2014, cronista do jornal on-line Observador, fundado por David Dinis, e responsável de entrevistas do Diário Económico.