Por uma Literatura de Combate

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Título: Por uma Literatura de Combate
Autor: José Manuel Mendes
Edição: Bertrand
Colecção | Nº: Crítica Hoje | 1
Ano: 1975
Páginas: 297
Encadernação: Mole
Capa: José Cândido
Obs.: Com dedicatória do autor.

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SOBRE
O crítico nunca é imparcial. Eu não sou. O crítico tem as suas opções, uma teoria, um modo de participar no universo de lutas do homem, e, portanto, no mundo literário. Não renuncio pois a tomar partido. Nunca aceitei a arte ao serviço da opressão e do capitalismo. Nem como um tricot de tardes estivais. Nem como um refúgio de deuses inacessíveis, tecendo, com diáfanos fios, o puzzle das suas longas horas de vazio humano. Oponho-me a todas as piruetas verbais, a tudo o que, sendo pesquisa do novo, não passe pelo homem. Porque nada é tão novo como ele. E porque nada o substitui.


SOBRE O AUTOR

José Manuel MendesPoeta, romancista, ensaísta e crítico literário português, natural de Luanda. Licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra. Foi professor do ensino secundário e deputado pelo PCP. Advogado de profissão, foi nomeado presidente da Associação Portuguesa de Escritores. Colaborou em diversos jornais e revistas: Cadernos de Literatura, A Capital, Colóquio/Letras, Diário de Lisboa, Diário de Notícias, Expresso, Jornal de Letras, República, Seara Nova, Vértice, etc., tendo sido director da revista O Escritor, órgão da APE. Estreou-se literariamente com a colectânea de poemas Salgema (1969), afirmando-se, desde logo, como um poeta ideologicamente comprometido e seguidor da estética e ideologia neo-realistas. O empenhamento na criação de uma poesia de combate é reforçado no seu livro seguinte, A Esperança Agredida (1973). Na poesia, destacam-se ainda a antologia Rosto Descontínuo (1992) e Presságios do Sul (1993). As suas obras de ensaio e crítica literária, onde se destaca Por uma Literatura de Combate (1975), revelam um carácter interventivo, presente também nas obras de ficção, nomeadamente no romance Ombro, Arma! (1978), um dos mais importantes romances sobre a guerra colonial. Da sua obra fazem ainda parte o romance O Despir da Névoa (1984), o livro de contos O Homem do Corvo (1988), as crónicas de Os Relógios e o Vento (1995) e, novamente, as breves narrativas de O Rio Apagado (1997).


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