Pensar Portugal Hoje

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Título: Pensar Portugal Hoje
Autor: João Martins Pereira
Edição: D. Quixote
Colecção | Nº: Diálogo | 12
Ano: 1971
Páginas: 165
Encadernação: Mole

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SINOPSE

Torna-se difícil apresentar uma explicação definitiva do progresso que conduziu em Portugal ao regime político instaurado em 1926 e, de igual modo, do papel exacto que ele representou na defesa das forças ecoómicas domianntes e na arbitragem das suas contradições ao longo dos últimos quarenta anos. Parece urgente, contudo, tentar um esboço de análise que não se limite, como até aqui tem sido corrente ao nível superestrutural – isto é, colocando os problemas em termos estritamente jurídico-políticos, e acentuando a importância dos «personagens» sem se deter no jogo socioeconómico (ou em factores exógenos) que os faz surgir ou desaparecer conforme as circunstâncias. O regime em questão insere-se, de facto, numa determinada etapa de desenvolvimento do sistema capitalista em Portugal, e é à luz dessa evolução que convém procurar a interpretação da política seguida e dos seus resultados.


SOBRE O AUTOR

João Martins Pereira (Lisboa, 24 de Novembro de 1932 — Lisboa, 13 de Novembro de 2008) foi um engenheiro industrial, economista, jornalista, ensaísta e político português. Entre Março e Agosto de 1975 foi secretário de Estado da Indústria e Tecnologia do IV Governo Provisório, presidido por Vasco Gonçalves, no ministério da Indústria e Tecnologia, tutelado por João Cravinho, e foi o autor da nacionalização das grandes empresas industriais: siderurgia, cimentos, estaleiros navais, química pesada, petroquímica e celuloses.

Fez parte da redacção da revista Seara Nova, foi fundador e colaborador da segunda série da revista O Tempo e o Modo, coordenador da secção de Economia da revista Vida Mundial, director interino do semanário Gazeta da Semana e director da Gazeta do Mês. Também colaborou na revista Arte Opinião (1978-1982).

Foi autor de inúmeros ensaios e artigos de opinião e de vários livros na área da economia industrial e da história da indústria e do capitalismo em Portugal. Entre as suas obras, destaca-se: À esquerda do possível (1993), com João Paulo Cotrim e Francisco Louçã, ‘O socialismo, a transição e o caso português, Indústria, ideologia e quotidiano e Para a História da indústria em Portugal (2005)


 

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