O Senhor Embaixador

Erico Veríssimo

5,00 

Título: O Senhor Embaixador
Autor: Erico Veríssimo
Edição: Círculo de Leitores
Ano: 1982
Páginas: 350
Encadernação: Dura
Capa: Câmara Pereira

 

SINOPSE

Na pequena ilha de Sacramento, república imaginária no Caribe, explode uma revolução. Don Gabriel Heliodoro Alvarado, embaixador em Washington e compadre do tirano, volta ao país natal para defender seu amigo contra as forças rebeldes. Mas os guerrilheiros comunistas triunfam e prendem o Senhor Embaixador, figura que é a expressão do típico caudilho.
Primeiro livro de Erico Verissimo após a consagrada trilogia O tempo e o vento, o romance O senhor embaixador é um retrato crítico e mordaz dos problemas políticos que assolam a América Latina. Concebido sob o impacto da Revolução Cubana e publicado um ano após o golpe de 1964, o livro foi um marco da resistência do escritor gaúcho.
Segundo palavras do autor, esta obra “me oferecia a oportunidade de estudar a estrutura política, econômica e social dessas republiquetas da América Central e do Sul e suas relações com o irmão maior e mais rico, os Estados Unidos. O romance se prestaria também para mexer com um problema que sempre me preocupou: a participação do intelectual na política militante e, mais especificamente, numa revolução de caráter violento”.
Mas, além de um protesto contra revoluções sórdidas e insensatas, esta obra é também, essencialmente, um estudo da natureza humana, do homem como um ser em permanente estado de tensão.


SOBRE O AUTOR

Escritor brasileiro, Erico Veríssimo nasceu em Cruz Alta, Rio Grande do Sul, a 17 de dezembro de 1905.
Iniciou o curso de Farmácia na sua terra, não o concluiu e fixou-se de vez em Porto Alegre, onde nasce o escritor, com Fantoches (1932). É, porém, com Clarissa (1933) que se afirma o grande romancista. A carreira segue com Caminhos Cruzados (1935), Música ao Longe (no mesmo ano), Um Lugar ao Sol (1936), e Saga (1940).
A primeira fase complementa-se com os romances Olhai os Lírios do Campo (1938) e O Resto é Silêncio (1943), e com a novela Noite (1954).
Neste contexto afirma-se um modernista, interessado na paisagem brasileira do Sul, abordando o problema da imigração e suas consequências sociais, com base nos italianos, imigrantes nesse Estado. É evidente também a visão universalista que nos oferece na panorâmica da paisagem social de Porto Alegre, numa perspetiva moral e espiritual à qual não é alheia a sua base cristã.
Entretanto surge O Tempo e o Vento, composto de O Continente (1949), O Retrato (1951) e O Arquipélago (1961), sendo, naturalmente, esta trilogia a expressão mais significativa da sua obra. O assunto é a formação social de Rio Grande do Sul. E a obra surge em grandeza e em beleza, com a força da epopeia, com a delicadeza do lirismo e com a dinâmica do drama, afirmando-se o escritor do povo, ligado às origens e à constituição das fronteiras do seu Estado natal, contra os invasores castelhanos.
Todas estas vertentes e mais lutas de natureza político-social estão na origem de outras novelas. A sua linguagem é fluente, correta, vigorosa, e, embora tenha escrito biografia histórica e literatura infantil e modernamente o erotismo aflore em Solo de Clarineta, é como romancista que se afirma, ligado ao Modernismo, sempre atento à estrutura da obra, acusando a influência do romance em língua inglesa, quer o norte-americano, quer o inglês contemporâneo.
Morreu em 1975, em Porto Alegre, Brasil.

Erico Veríssimo in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-06-13 14:40:39]. Disponível na Internet:  https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$erico-verissimo