Lourdes

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Título: Lourdes
Autor: Brito de Camacho
Edição: Guimarães
Ano: 1931
Páginas: 250
Encadernação: Dura
Obs.: 1ª Edição. 4º Milhar

 

SINOPSE
Em Coimbra um estudante de medicina apresentou à sua Faculdade, como prova a fechar o curso, uma these assim intitulada – Lourdes e a Medicina. Só nos decidimos ler esse trabalho académico quando vimos a imprensa catholica embandeirar em arco, noticiando que a Faculdade o consagrara, dando-lhe uma alta classificação –dezoito valores. Tendo verificado que a these não tinha o mínimo valor, nem trabalho scientifico, nem trabalho literário, perguntamos a nós mesmos o que levara a Faculdade a classifical-a com dezoito valores, inculcando-a assim, pela sua autoridade, como um documento honroso para a Medicina, e honroso para os Mestres que tão sabiamente tinham preparado tão abalisado discípulo?


SOBRE O AUTOR

Médico, jornalista, governador ultramarino e escritor, Manuel de Brito Camacho nasceu em 1862, em Aljustrel, e morreu em 1934, em Lisboa. Foi uma das personalidades de maior relevo da política republicana. Em 1906 fundou e dirigiu A Luta, diário que exerceu significativa influência na sociedade portuguesa e que em contribuiu, pela sua orientação ideológica, para a implantação da República. O papel de Brito Camacho no movimento que implantou a República foi da maior importância, graças às suas relações com o chefe militar Cândido dos Reis e às suas amizades entre a classe dos oficiais do exército e da armada. Depois de proclamado o novo regime, assumiu, em novembro de 1910, a pasta do Fomento do Governo provisório.
Após a cisão do Partido Republicano, Brito Camacho fundou e chefiou a União Republicana. Durante a Primeira Guerra Mundial, manteve-se afastado dos governos da União Sagrada, defendendo a ideia de que a participação de Portugal deveria dar-se nas colónias africanas e não em França. Esta sua posição encontra-se explicitada em obras como Portugal na Guerra e Rescaldo da Guerra. Nos finais de 1921, Brito Camacho foi nomeado alto comissário da República na colónia de Moçambique. Mais tarde, o estadista veio a abandonar a política, dedicando-se à literatura, mas não teve, neste capítulo, sucesso idêntico ao que alcançara como jornalista.


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