Forcados Amadores de Montemor

20,00 

Título: Forcados Amadores de Montemor
Autor: António Vacas de Carvalho
Edição: Ed. Autor
Ano: 1990
Páginas: 463
Encadernação: Mole
Capa: António Pedro
Depósito Legal: 37264/90

 

 

EXCERTO:
Este é o primeiro livro alguma vez escrito sobre forcados.
A pega do toiro não é a actividade brutal que pode parecer às pessoas menos conhecedores: é uma arte e baseia-se numa técnica precisa. Não é luta, corpo a corpo, entre o jovem e um adversário que pesa cerca de oito vezes mais. Existe um processo do forcado da pega de caras se colocar em relativa segurança, bem agarrado à cabeça do toiro, após se ter furtado à córnea e amortecido o choque da investida. Não se espera que esse forcado segure o toiro sozinho. «Apenas» se lhe exisge que aguente os «derrotes» com que o toiro o tenta lançar fora. Os sete forcados que o ajudam, também sob uma determinada técnica, irão secundar o seu esforço e imobilizar o toiro. Nessa altura, a pega fica consumada e o toiro é libertado.


SOBRE O AUTOR

António Aleixo Pais Vacas de Carvalho nasceu em Montemor-o-Novo, em 19 de Janeiro de 1941. Formou-se em Engenharia Mecânica no I.S.T., Lisboa, em 1966, trabalhando, desde essa data, numa grande Empresa Metalo-Mecânica dos arredores de Lisboa.
Segundo filho de um agricultor, António Alexio Pais Vacas de Carvalho familiarizou-se, desde criança, com a singular actividade do grupo de forcados da sua terra, praticada por jovens da região e de vários pontos do país, ao longo de gerações. Foram forcados do grupo de Montemor muitos dos seus amigos e familiares, entre estes, cinco dos seus irmãos, sendo o último, o actual «cabo» ou chefe do grupo.
António Aleixo Pais Vacas de Carvalho não foi forcado. Foi um aficionado com particular interesse nos forcados. Nas bancadas, acompanhou, durante as corridas, a gestão do grupo, a escolha dos forcados para a pega, compreendendo o momento particular da carreira de cada um, e as particularidades do mundo reservado do grupo, com a consciência e o assombro de que eram esses jovens apenas saídos da adolescência que recriavam uma faceta da cultura portuguesa.