Dicionário Falado

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Título: Dicionário Falado
Autor: Tomaz de Figueiredo
Edição: Verbo
Colecção | Nº: Obras Completas |
Ano: 1970
Páginas: 279
Encadernação: Mole
Obs.: Exemplar fechado.

 

SINOPSE
Tomaz de Figueiredo pega no vocabulário do dia, contempla-o, saboreia-o, reveste-o de considerações poéticas, memórias, episódios relacionados com o dito vocábulo, e, com esse núcleo assim desenvolvido ou amplificado, como se diz em linguagem técnica, tece um papel de música tão saboroso, tão gracioso e tão fluente, que nem parece dele. Poderá dizer-se que acordou, na sua bandurrra de prosador complexo, uma corda simples, própria de lira natural como flor do campo.


SOBRE O AUTOR

Escritor português nascido a 6 de julho de 1902, em Braga, e falecido a 29 de abril de 1970, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, exerceu a profissão de notário. A partir de 1960, dedicou-se quase exclusivamente à criação literária, tendo ainda colaborado em periódicos como Tempo Presente, Panorama, Diário Popular. Considerado um dos melhores romancistas da sua geração, em Carta que ao Júri do Prémio Eça de Queirós Escreve Tomás de Figueiredo (Lisboa, 1950), o ficcionista descreve, a propósito da atribuição deste prémio ao romance Toca do Lobo, do seguinte modo a técnica narrativa continuada em publicações posteriores: trata-se de um romance “aparentemente estático e sem enredo […] – um romance no qual se diria nada acontecer -, um romance, até, de um tempo já ido (arqueológico desfile de fantasmas…), quando tudo aí bate o pé pelo social, pela famosa batalha do pão e nunca pela da alma […], -, um romance de pessoas e não da multidão, das massas […] de um escritor […] (que) não pertence nem poderá pertencer a qualquer escola […] frecheiro livre, insolidário com boticas […] que nem é antigo nem moderno”.


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