Bordalo n’ A Berlinda

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Título: Bordalo n’ A Berlinda
Autor: João Paulo Cotrim [Org.]
Edição: Biblioteca Nacional
Ano: 2005
Páginas: 35
Encadernação: Mole
Depósito Legal: 232331/05
ISBN: 972-565-405-6

 

SINOPSE
Rafael Bordalo Pinheiro, 1846-1905, transformou nessa nova linguagem plástica que foi a narrativa gráfica, através do cartoon e da caricatura que o tornou famoso e figura ímpar na história cultural e política portuguesa. Em 1870-1871 publica A Berlinda , sete páginas, que se anunciam como «reproduções de um álbum humorístico ao correr do lápis». A política e os seus actores são dramaticamente comentados em sequências mais ou menos narrativas, onde a imagem e o texto se entrelaçam de modo que algum sentido se perde quando os separamos. Folha 1: Os fossadores de patriotismo Folha 2: Ainda os fossadores de patriotismo Folha 3: Mapa da Europa – Fervet opus em 1870 Folha 4: Retalhos da Companhia dos Caminhos de Ferro Folha 5: A Hisopada mistiforio político Folha 6: A chiadinha: últimas cenas do último Carnaval Folha 7: Conferências do Casino. Esta última folha é a reportagem-comentário à suspensão das conferências do Casino, acontecimento maior pata a Geração de 70 e, portanto, para as ideias em Portugal. Rafael ele mesmo, em palestra, abre dois pontos e narra: «Senhores», diz o auto-retrato, «esta é a purulenta e burguesa fisionomia do país». E vai de a desenhar com detalhe até anunciar a «visão redentora e de endireita» que nos é oferecida pelo grupo de organizadores, Antero, Eça, Batalha Reis, entre outros.


SOBRE O AUTOR

João Paulo Cotrim nasceu em Lisboa. É o fundador da Abysmo. A escrita está-lhe no sangue: guionista para filmes de animação (Fado do Homem Crescido, com Pedro Brito, ou Sem Querer, com João Fazenda, entre outros), escreveu também novelas gráficas (Salazar – Agora, na Hora da Sua Morte), ficção (O Branco das Sombras Chinesas, com António Cabrita), ensaios (Stuart – A Rua e o Riso ou El Alma de Almada El Ímpar – Obra Gráfica 1926-1931), aforismos (A Minha Gata) e poesia (Má Raça, com Alex Gozblau), além de histórias para as mais disparatadas infâncias (por exemplo, Querer Muito, com André da Loba). Dirigiu desde a sua abertura, em 1996, e até 2002, a Bedeteca de Lisboa, tendo organizado um sem-número de edições, iniciativas e exposições (por exemplo, Jogo da Glória – O Século XX Malvisto pelo Desenho de Humor). Assina, no Hoje Macau, a crónica semanal Diário de um Editor.


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