A Pintura na Obra de Eça de Queiroz

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Título: A Pintura na Obra de Eça de Queiroz
Autor: Garcez da Silva
Edição: Caminho
Colecção | Nº: Universitária | 17
Ano: 1986
Páginas: 200
Encadernação: Mole
Capa: Lígia Pinto
Depósito Legal: 10694/85

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SINOPSE

Uma flagrante inclinação de Eça de Queiroz para as artes plásticas, particularmente pintura, manifesta-se para a ao longo da sua obra, a ponto de abundarem nela sugestões plásticas até, verdadeiros quadros em observarem-se,
prosa, nalguns dos seus romances. E, por isso, curioso confrontar a sua posição estética perante as correntes pictóricas do seu tempo e observar a contradição flagrante entre o impressionismo de alguns dos melhores trechos dos seus romances da primeira fase, e o desinteresse ou desconhecimento que revela pela corrente pictórico- impressionista; a contradição, também, entre a sua crítica à poesia e à pintura simbolistas, enquanto que se deixava contaminar, na sua última fase, pelo gosto simbolista. Tema aliciante, que livro se neste desenvolve, procurando contribuir para o aprofundamento de uma faceta, interessantissima, da personalidade artística de Eça de Queiroz.


SOBRE O AUTOR

[Alenquer, 1915 – Lisboa, 2006]
Poeta, artista plástico e publicista.
Estudou contabilidade e nisso se profissionalizaria. Em 1935, integrado no Grupo Neorrealista de Vila Franca de Xira, foi cofundador da página literária do Mensageiro do Ribatejo e colaborou no semanário O Diabo e nas revistas Pensamento (1938-1940) e Vértice (II Série). Empenhado nas letras e nas artes plásticas, participou em exposições coletivas, expondo aguarelas e desenhos em Alhandra e Alenquer. Colaborou na organização de exposições na Biblioteca-Museu de Vila Franca de Xira e prefaciou alguns dos seus catálogos.
Grande estudioso da obra de Alves Redol, destaca-se o ensaio Alves Redol e o Grupo Neo-Realista de Vila Franca (1990), sobre o qual António Pedro Pita diz que «alguns dos aspetos mais interessantes […] são o levantamento exaustivo de textos completamente esquecidos, a evocação irresistivelmente autobiográfica de algumas figuras e circunstâncias e, por último, a confirmação de que a polémica interna do neo-realismo sobrevive à própria vigência literária do movimento. Trata-se de um ótimo ponto de partida para o relançamento de uma discussão acerca do neo-realismo – tanto mais que ao desenrolar o fio da sua própria memória, Garcez da Silva tornou (ainda) mais imperativo o debate acerca dos pressupostos teóricos e das condições políticas em que se inscreveu uma determinada prática artística.»
Tem artigos, crónicas e contos, publicados em diversos jornais, e colaborou assiduamente na página «Cultura e Arte» do jornal O Comércio do Porto entre 1963 e 1974. Publicou «O Ribatejo na Pintura de Silva Porto» no Boletim da Biblioteca-Museu de Vila Franca de Xira e, em 1972, assinou o artigo «Pintura» no Dicionário de Eça de Queiroz, organizado e coordenado por A. Campos Matos em 1986.


 

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