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Maurício de Oliveira

Completou o curso secundário no Liceu Camões, em Lisboa, e ingressou no jornalismo profissional, contava apenas 17 anos de idade (1926), no periódico O Rebate, órgão do Partido Republicano Português. Pela mão de Joaquim Manso passou depois para a redacção do Diário de Lisboa, onde se manteve mais de trinta e cinco anos, saindo dali, com Norberto Lopes e Mário Neves, para fundar o vespertino A Capital, do qual foi, primeiro, chefe de redacção e, dois anos depois, em 1969, director. Mais tarde assumiu a direcção do Jornal do Comércio.
Forjado no seio de uma geração de grandes jornalistas e escritores, de espírito democrático e tolerante, foi de certa forma o protótipo do jornalista que «tocava com desembaraço todas as teclas da profissão», segundo a expressão feliz de Norberto Lopes. Sucessivamente repórter, redactor, chefe de redacção e director de dois grandes diários nacionais, interessou-se especialmente por temas de Marinha, tornando-se um vigoroso propagandista do ressurgimento da Armada, bem como seu cronista e divulgador da sua história, sendo extensa a lista de obras e artigos publicados sobre o tema. A sua prosa, fácil e colorida, de inegável originalidade, conseguia encontrar a forma mais sugestiva e agradável para prender o leitor, a que se juntava o rigor descritivo, patenteado na cobertura de grandes acontecimentos políticos ou sociais do período entre as duas guerras e, sobretudo, do pós-guerra. A sua obra publicada abrange a história da Marinha de Guerra Portuguesa, história da II Guerra Mundial, biografias, viagens e uma série de conferências.