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Fernando Luso Soares

Ficcionista, ensaísta, autor dramático, advogado e autor de vários compêndios jurídicos nascido em 1924, em Lisboa, e falecido em 2004. Codirigiu Cronos: Cadernos de Literatura (1965-70). Na sua formação como ficcionista revela-se de especial importância a leitura dos contos de Fernando Pessoa, na apreensão das técnicas da “novela policial-dedutiva”. Tendo desenvolvido também a actividade de crítico teatral e de tradutor (traduziu Maiakovski, Giraudoux, Vitrac, entre outros), a sua produção dramática aponta para uma dramaturgia pós-brechtiana, a que se associa uma tendência pedagógica colhida na reflexão sobre o materialismo diaclético aplicado à estética, tendo defendido, na senda de Lukács, com Teatro Vanguarda Revolução e Segurança Burguesa (Afrodite, Lisboa, 1973,) a vinculação ideológica como categoria inerente a toda a renovação e opção artística.