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José António Rondão Almeida

José António Rondão Almeida é um político português, natural da cidade de Elvas. Foi presidente da Câmara Municipal de Elvas pelo PS desde 4 de janeiro de 1993. Em outubro de 2009, José António Rondão Almeida foi eleito presidente da Câmara Municipal de Elvas pela quinta vez consecutiva com a maioria absoluta. Em 2013 deixou de ser presidente da Câmara Municipal devido à nova lei de limitações de cargo, continuando de igual forma na lista do PS candidata à Câmara Municipal de Elvas. A mesma lista na qual estava, agora encabeçada pelo seu n.º 2, o Dr. Nuno Mocinha, venceu novamente as eleições com maioria absoluta. Desde então, José António Rondão Almeida é Vereador da Câmara Municipal de Elvas.

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Fernando de Almeida

Prof. Doutor D. Fernando de Almeida, de seu nome completo Fernando António de Almeida e Silva Saldanha, era natural do concelho do Fundão, onde nasceu a 28 de Novembro de 1903, tendo falecido em Lisboa a 29 de Janeiro de 1979. Oriundo de nobre família, o Dom que usava, antecedendo o seu nome, foi, ao longo da sua vida fecunda, também legitimado, pelos múltiplos “dons” da sua alma generosa que são os que, verdadeiramente, interessam. Foi eleito académico correspondente da Academia Portuguesa da História a 28 de Março de 1958 e Académico de Número a 18 de Junho de 1971 sucedendo, na cadeira nO. 20, ao Prof. Doutor Manuel Heleno, seu antecessor também na cátedra de Arqueologia da Faculdade de Letras de Lisboa. Nesta Academia apresentou sete comunicações, número modesto, mas compensado pelo evidente interesse e qualidade das mesmas, publicadas nos Anais. Quando faleceu, desempenhava o cargo de Primeiro Vice-Presidente, para o qual fora eleito a 17 de Fevereiro de 1978, numa altura em que já se encontrava enfermo. Mas, não se eximiu às responsabilidades do cargo: assim se aquilatava a forte têmpera da sua personalidade.

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Maurice Sandoz

Nascido em Basileia, na Suíça, em 1892, o escritor, que viria a participar no movimento surrealista e a tornar-se um autor de culto no domínio da literatura fantástica, era filho do fundador da farmacêutica Sandoz, empresa que é ainda hoje um dos gigantes do sector, e cujo longo historial inclui a descoberta fortuita do LSD em 1938. petrechado com uma exigente formação científica e um doutoramento em química, o próprio Maurice começou por dedicar-se à investigação laboratorial antes de se entregar mais exclusivamente às suas inclinações artísticas, vocação que aliás já corria na família: o pintor suíço Émile-François David era seu tio e o seu irmão mais velho, Édouard-Marcel Sandoz, foi um escultor ligado aos movimentos da Arte Nova e da Art Déco que se especializou na figuração de animais.
Impedido de prosseguir a sua carreira de investigador devido a problemas oftalmológicos, dedicou-se a reunir uma vasta colecção de obras de arte, pedras preciosas, relógios antigos e, sobretudo, autómatos mecânicos fabricados nos séculos XVIII e XIX, hoje conservados no museu de Locle, berço da indústria relojoeira suíça. Ao mesmo tempo iniciava uma discreta carreira musical, compondo obras influenciadas por Debussy e Fauré. Uma suite sinfónica que dedicou a Serge Diaghilev foi apresentada em Montreux, em 1913, sob a direcção do maestro Ernest Ansermet.
Enquanto escritor, publicou poesia e drama, mas é hoje sobretudo lembrado pelos seus contos, e em particular pelas Recordações Fantásticas que abrem este novo volume da Livro B, histórias que se apresentam como recordações pessoais e familiares do autor e que muitas vezes fornecem, como as de G. K. Chesterton, uma explicação racional para fenómenos aparentemente sobrenaturais –​ com a diferença de que, em Sandoz, a realidade é sempre ainda mais improvável e delirante do que a fantasia que vem dissipar.
Com uma enorme fortuna à sua disposição – doava grandes somas para fins sociais e culturais –, as suas obras eram geralmente publicadas em restritas edições de luxo, como sucedeu com a primeira edição das Recordações Fantásticas, de 1936, valorizada com desenhos do seu amigo Salvador Dalí, que este volume da Livro B reproduz. Dalí ilustrou também outras obras suas, como O Labirinto (1941), Das Haus Ohne Fenster [A Casa Sem Janelas], de 1948, ou O Limite (1954).
Grande viajante e dotado poliglota (escrevia em cinco línguas, incluindo português), Sandoz andou por África e pelo Extremo-Oriente, escreveu livros de viagens sobre o México e o Brasil, viveu algum tempo em Nova Iorque, radicou-se durante vários anos em Itália, onde tinha casa em Roma e dm Nápoles, mas também passou uma temporada em Lisboa, em meados dos anos 50, provavelmente no chamado Edifício Sandoz, no n.º 4 da Rua São Caetano, uma das moradas que indicava para recepção de correio.
É provável que não seja coincidência o facto de as três únicas edições anteriores de Sandoz em Portugal datarem justamente desse período. De 1955 a 1957 saíram, ao ritmo de um volume por ano, em cuidadas edições ilustradas com desenhos de Dalí e distribuídas pela Editorial Organizações, Recordações Fantásticas e Três Histórias Singulares, O Labirinto e O Limite.

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Miguel de Oliveira

Mons. Miguel Augusto de Oliveira nasceu a 15 de Dezembro de 1897, no lugar da Corga do Norte, freguesia de Válega, no concelho de Ovar, sendo o primogénito dos sete filhos de Jacinto de Oliveira e de Rosa Maria de Jesus.
Fez a instrução primária na freguesia natal com o prol. Domingos de Matos e Silva, obtendo distinção nos exames de 1.º e de 2.º grau, em 1907 e 1908. Tendo feito alguns exames como externo, entrou para o Seminário dos Carvalhos, a 16 de Janeiro de 1911.
Frequentou o Curso Teológico do Seminário do Porto, de 1914 a 1917, obtendo distinção cm todos os anos e disciplinas. Enquanto esperava pela idade canónica para a ordenação sacerdotal, leccionou no Colégio Feirense no ano lectivo de 1917-1918, e no Colégio Ovarense, no de 1918-1919.
Nestes dois anos, foi convidado a frequentar a Universidade Gregoriana, de Roma, respectivarnente, pelo Vigário Capitular, Cónego Teófilo Salomão Coelho Vieira de Seabra e pelo bispo D. António Barbosa Leão. Tendo pedido e obtido dispensa de ir para aquela Universidade, o prelado nomeou-o professor do Seminário de Preparatórios, que funcionava no Paço Episcopal da Torre da Marca.
Sendo ainda diácono, entrou em exercício a 3 de Fevereiro de 1920, leccionando ali, e depois no Seminário de Vilar, as disciplinas de Português, Francês e História.
Ordenado presbítero, na Sé do Porto, por D. António Barbosa Leão, a 18 de Julho de 1920. celebrou a Missa Nova na igreja de Válega logo no dia 25, (esta do Sagrado Coração de Jesus, pregando o seu antigo professor P. Manuel Pinheiro de Sousa.
No fim do ano lectivo do 1925, fez uma viagem à Palestina e, ao regressar, foi convidado para Chefe da redacção das «Novidades», cargo de que tomou posse a 22 de Outubro desse ano, tendo, por isso, de deixar o Seminário do Porto. Uma longa série de crónicas publicarias nas «Novidades», sob o título «Impressões do Oriente», a descrever a viagem à Palestina, despertou tanto interesse que, em 1927, se efectuou uma excursão de um numeroso grupo à Terra Santa, incorporado numa peregrinação francesa. Mons. Miguel de Oliveira acompanhou o grupo, visitando então a França, Egipto, Palestina, Síria, Líbano, Turquia, Grécia, Itália e algumas ilhas do Mediterrâneo.
Em 1932, deixou o lugar de Chefe de redacçâo das «Novidades» para ficar como censor literário da secção editorial da União Gráfica, a que votou o melhor da sua actividade. Continuou, porém, como redactor do jornal, dedicando-se, ao mesmo tempo, a colaborar noutras publicações e a escrever notáveis trabalhos históricos.
Ao celebrar as bodas de prata sacerdotais, em Julho de 1945, o Chefe de Estado condecorou-o com o grau de Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada.
A 4 de Julho de 1951, foi eleito sócio correspondente da Academia Portuguesa de História e passou a académico de número a 27 de Abril de 1958, sucedendo na cadeira nº 16 ao Coronel Henrique de Campos Ferreira de Lima, cujo elogio fez nesta data. Em resposta, o Dr. Manuel Múrias fez o elogio do novo académico.
A 1 de Junho de 1951, Pio XII nomeou-o seu prelado doméstico com o título de Monsenhor.
Não obstante o seu precário estado de saúde se ir agravando nos últimos anos, manteve sempre a costumada jovialidade e só deixou de trabalhar quando os sofrimentos o obrigaram a recolher ao leito, poucos dias antes da morte. Sobreveio esta às 22,30 horas do dia 28 de Fevereiro de 1968, pouco depois de lhe terem sido administrados os últimos sacramentos pelo Rev.º Snr. P. Saraiva, prior de S. José da Anunciada e seu íntimo amigo.
A sua morte foi muito sentida em todo o país, sobretudo no meio eclesiástico, onde era muito estimado pelo seu carácter, vasta cultura e acrisoladas virtudes sacerdotais.

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José Rodrigues de Paiva

JOSE RODRIGUES DE PAIVA nasceu em Coimbra, Portugal, a 30 de ou­tubro de 1945. Radicado no Recife desde 1951, diplomou-se em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco cm 1969. Com a dissertação intitulada “Mudança”: Romance-Linilte realizou um amplo e profundo estudo crítico sobre o conjunto da obra romanesca de Vcrgílio Ferreira, obtendo, com esse ensaio, cm 1981. o titulo de Mestre em Teoria da Literatura, na Universidade Federal de Pernambuco. No Departamento de Letras da mesma Universidade leciona a disciplina Literatura Portuguesa e preside a Associação de Estudos Portugueses Jordão Emerenciano. No Gabinete Português de Leitura de Per­nambuco. de que é diretor cultural, criou e dirige a revista de cultura Encon­tro, editada pela instituição. Tem vários livros publicados nos gêneros conto, poesia e crítica literária. O presente volume dá continuidade à publicação, cm livro, da sua produção ensaística, reunindo vários textos inéditos e outros apa­recidos em suplementos literários e revistas especializadas portuguesas e bra­sileiras.

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Juvenal A. Esteves

Nasceu em 1909. Doutorou-se em Medicina em 1950. Professor Catedrático de Dermatologia da Faculdade de Medicina de Lisboa desde 1960. Ao longo da carreira profissional e académica orientou, fomentou e desenvolveu a Dermatologia Portuguesa. Publicou numerosos trabalhos relativos a pesquisa científica, ensino e organização assistencial no âmbito dermatológico.