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Jacques Soustelle

Etnólogo e escritor, professor e homem político, Jacques Soustelle consagrou grande parte da sua vida aos países do ultramar: México e América Central principalmente, mas também África do Norte, Sahara, África Negra, Polinésia, Nova-Caledónia.
É com uma profunda afeição pelos povos destes países, e ao mesmo tempo com uma salutar desconfiança
naqueles que pretendem falar em seu nome, que analisa a situação do “Terceiro Mundo” nesta “Carta Aberta”.
Quem beneficia com a descolonização? Qual é o destino dos povos, ontem colonizados, hoje independentes?
É a estas questões que o autor tenta responder, apoiando-se numa documentação vasta e precisa, numa pena desperta e muitas vezes incisiva, estigmatizando alegremente os ditadores extravagantes, os tiranetes racistas, os terroristas profissionais e os “novos Senhores” que utilizam em proveito próprio a ajuda dada aos países sub-desenvolvidos.
No momento em que se põem em causa as ligações entre a França e a África, bem assim como todo o problema da cooperação, o livro de Jacques Soustelle é duma flagrante actualidade.

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Camilo Castelo Branco

Nasce na Encarnação, Lisboa, no dia 16 de março de 1825, e faleceu no dia 1 de Junho de 1890 em São Miguel de Seide, Vila Nova de Famalicão. Era filho ilegítimo de Manuel Joaquim Botelho e Jacinta Maria. Passou a infância em Vila Real (Trás-os-Montes), depois da morte dos pais. Frequentou a sociedade portuense, dedicando-se ao jornalismo, e teve uma vida romanticamente agitada, desde vários casos amorosos e prisão. Sentindo-se cego, suicida-se com um tiro na cabeça na casa de São Miguel de Seide. Notabilizou-se com várias novelas, uma delas Amor de Perdição, adaptada diversas vezes ao cinema. É um dos maiores escritores portugueses do século XIX e o mais prolífico. Quase toda a sua obra ficcional se insere na corrente romântica, tendo feito algumas experiências que partilham certas características com a estética realista e naturalista, como Eusébio Macário(1879), A Corja (1880) e A Brasileira de Prazins (novela, 1883).

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Mia Couto

Mia CoutoNasceu na Beira, Moçambique, em 1955.
Foi jornalista e professor, e é, atualmente, biólogo e escritor. Está traduzido em diversas línguas.
Entre outros prémios e distinções (de que se destaca a nomeação, por um júri criado para o efeito pela Feira Internacional do Livro do Zimbabwe, de Terra Sonâmbula como um dos doze melhores livros africanos do século XX), foi galardoado, pelo conjunto da sua já vasta obra, com o Prémio Vergílio Ferreira 1999 e com o Prémio União Latina de Literaturas Românicas 2007. Ainda em 2007 Mia foi distinguido com o Prémio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura pelo seu romance O Outro Pé da Sereia.
Jesusalém foi considerado um dos 20 livros de ficção mais importantes da «rentrée» literária francesa por um júri da estação radiofónica France Culture e da revista Télérama.
Em 2011 venceu o Prémio Eduardo Lourenço, que se destina a premiar o forte contributo de Mia Couto para o desenvolvimento da língua portuguesa.
Em 2013 foi galardoado com o Prémio Camões e com o prémio norte-americano Neustadt.

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Lucius Apuleius

Lucius Apuleius, escritor e filósofo romano,  nasceu em 125 d. C. em Madaura (actual Argélia) pequena mas importante colónia romana.  A sua família, proveniente da Itália, era abastada e influente: o pai fora cônsul, a mais alta magistratura municipal da Roma antiga, e deixara aos dois filhos uma consistente herança de quase dois milhões de sestércios.

Após os primeiros estudos de gramática e retórica transferiu-se para Cartago, onde aprofundou os seus conhecimentos de poesia, geometria, música e sobretudo de filosofia, cujos estudos concluiu posteriormente em Atenas.

Interessava-se também pelos ritos esotéricos: em Cartago, pelos mistérios de Esculápio, o correspondente romano de Asclépio, o deus grego da medicina e da cura, e, em Atenas, pelos mistérios eleusinos.

Casou-se com uma viúva rica, Emília Pudentila, e foi acusado pelos parentes da sua esposa de haver utilizado magia para obter o seu amor. Defendeu-se através de uma célebre Apologia, que se conservou até os nossos dias.

A Sua obra mais famosa é Metamorphoseon Libri XI (Onze livros de metamorfose), mais conhecida como O Asno de Ouro. Apuleius escreveu também: Floridas (fragmentos de discursos) e De Deo Socratis.

Faleceu em  Cartago, 170 d. C.

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João Palma-Ferreira

Ficcionista e crítico literário português, João Pedro Palma-Ferreira nasceu em 1931, em Lisboa, e faleceu, também nessa cidade, em 1989. Licenciado em Filologia Germânica, foi professor do ensino liceal e do ensino superior, na Universidade de Salamanca e na Universidade Nova de Lisboa, consultor literário numa editora e leitor do ex-Instituto de Alta Cultura. Foi ainda funcionário superior da secretaria de Estado da Cultura e da Imprensa Nacional, adido cultural da embaixada portuguesa em Espanha e diretor da Biblioteca Nacional.

Desenvolveu também a atividade de tradução de literatura anglo-americana (Joyce, Hemingway, Henry Miller), tendo sido consagrado sobretudo pelos estudos de crítica e história literária, pela edição de obras importantes para a cultura portuguesa e pela publicação de preciosas pesquisas bibliográficas. Colaborou em publicações como Anteu, Colóquio/Letras, JL , tendo ainda dirigido Critério.

A sua estreia como ficcionista data de 1968, com Três Semanas em maio , obra de carácter sui generis pela interceção discursiva e pela construção dos diálogos e monólogos. Seguiram-se A Viagem e Os Cranioclastas , reveladores da sua tendência heteróclita.

Escreveu ainda um romance picaresco e, numa escrita marcada pela compreensão da literatura como espaço de procura renovada, reflexo literário do fim de um mundo de alicerces estáveis e de equilíbrio seguro, Palma-Ferreira é ainda autor de Diário, um testemunho autobiográfico, em três volumes, onde as circunstâncias históricas que moldaram a existência se cruzam com o registo de leituras, críticas, comentários, comparações sobre autores nacionais e estrangeiros.

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Bernard Cornwell

Bernard CornwellBernard Cornwell nasceu em Londres e cresceu em Essex. Trabalhou para a BBC antes de conhecer a sua esposa americana, tendo-se mudado para os EUA onde iniciou a sua carreira de escritor. O seu primeiro romance, Sharpe’s Eagle, sobre um soldado nas Guerras Napoleónicas, tornou-se um sucesso e originou uma série com mais de vinte livros e subsequente adaptação televisiva. É também o autor de vários séries históricas como The Warlord Chronicles, Starbuck Chronicles e outros thrillers e romances de grande reputação.

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Barbara Taylor Bradford

Barbara Taylor BradfordBarbara Taylor Bradford nasceu e cresceu em Inglaterra. Começou a sua carreira no Yorkshire Evening Post e trabalhou depois como jornalista em Londres. O seu primeiro romance, Uma Mulher, foi um bestseller instantâneo e, desde então, já escreveu mais vinte e seis romances. Os seus livros venderam já mais de 82 milhões de exemplares em mais de noventa países e quarenta línguas, tendo sido por diversas vezes adaptados para o cinema e a televisão. Em 2007 foi agraciada pela rainha Isabel II com a Ordem do Império Britânico pelos seus serviços à literatura. Vive atualmente em Nova Iorque com o marido, o produtor televisivo Robert Bradford. Uma Carta Inesperada é o seu primeiro romance a ser publicado na ASA

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Juan Ramón Jiménez

Juan Ramón JiménezJuan Ramón Jiménez nasceu em 1881 em Moguer, na Andaluzia, região que celebraria em Platero e eu (1914). Profundamente influenciado pela obra do poeta Rubén Darío, publica aos 18 anos, em 1900, os seus dois primeiros livros de poemas. A morte do seu pai, no mesmo ano, daria origem a uma depressão profunda que o obrigaria a um longo internamento numa instituição psiquiátrica em França. Em 1905, regressa à Andaluzia, onde sofreria nova depressão nervosa. O seu estado, agravado pela crescente ruína da família, não o impediria de escrever o que viria a ser Platero e eu, durante passeios pelo campo. O livro viria a ser publicado dez anos depois, em 1915, já Jiménez se estabelecera definitivamente em Madrid. A partir de 1912, realiza várias viagens por França e pelos Estados Unidos onde, em 1916, se casa com Zenobia Camprubí Aymar, sua companheira e colaboradora até ao fim da vida.

Em 1936, no início da Guerra Civil de Espanha, deixa o país, ocupando um cargo diplomático na Embaixada de Washington. Nos anos seguintes, o casal viveria ainda em Cuba e em Nova Iorque, antes de se instalar definitivamente em Porto Rico, em 1951. Aqui, como antes em Nova Iorque e em Cuba, Jiménez ensinaria Literatura espanhola. Em 1956, a Academia Sueca atribui-lhe o Prémio Nobel da Literatura. Três dias depois da entrega do prémio, morre Zenobia. Jiménez jamais recuperará desta perda e permanece em Porto Rico. Morreria dois anos depois, em 1958. Os restos mortais de ambos seriam transladados para o Cemitério de Jesús de Moguer no mesmo ano.

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Saul Friedländer

Saul FriedländerSaul Friedländer, nascido em Praga em 1932, historiador de nacionalidade israelita e norte-americana, é mundialmente reconhecido como um dos maiores especialistas do nazismo e do genocídio dos Judeus. É autor de inúmeras obras chave sobre estes temas, nomeadamente de Pio XII e o Terceiro Reich (1964) e da monumental A Alemanha nazi e os Judeus (Prémio Pulitzer, 2 volumes: Os anos da perseguição, 1997, e Os anos do extermínio, 2008).