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João Palma-Ferreira

Ficcionista e crítico literário português, João Pedro Palma-Ferreira nasceu em 1931, em Lisboa, e faleceu, também nessa cidade, em 1989. Licenciado em Filologia Germânica, foi professor do ensino liceal e do ensino superior, na Universidade de Salamanca e na Universidade Nova de Lisboa, consultor literário numa editora e leitor do ex-Instituto de Alta Cultura. Foi ainda funcionário superior da secretaria de Estado da Cultura e da Imprensa Nacional, adido cultural da embaixada portuguesa em Espanha e diretor da Biblioteca Nacional.

Desenvolveu também a atividade de tradução de literatura anglo-americana (Joyce, Hemingway, Henry Miller), tendo sido consagrado sobretudo pelos estudos de crítica e história literária, pela edição de obras importantes para a cultura portuguesa e pela publicação de preciosas pesquisas bibliográficas. Colaborou em publicações como Anteu, Colóquio/Letras, JL , tendo ainda dirigido Critério.

A sua estreia como ficcionista data de 1968, com Três Semanas em maio , obra de carácter sui generis pela interceção discursiva e pela construção dos diálogos e monólogos. Seguiram-se A Viagem e Os Cranioclastas , reveladores da sua tendência heteróclita.

Escreveu ainda um romance picaresco e, numa escrita marcada pela compreensão da literatura como espaço de procura renovada, reflexo literário do fim de um mundo de alicerces estáveis e de equilíbrio seguro, Palma-Ferreira é ainda autor de Diário, um testemunho autobiográfico, em três volumes, onde as circunstâncias históricas que moldaram a existência se cruzam com o registo de leituras, críticas, comentários, comparações sobre autores nacionais e estrangeiros.

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Bernard Cornwell

Bernard CornwellBernard Cornwell nasceu em Londres e cresceu em Essex. Trabalhou para a BBC antes de conhecer a sua esposa americana, tendo-se mudado para os EUA onde iniciou a sua carreira de escritor. O seu primeiro romance, Sharpe’s Eagle, sobre um soldado nas Guerras Napoleónicas, tornou-se um sucesso e originou uma série com mais de vinte livros e subsequente adaptação televisiva. É também o autor de vários séries históricas como The Warlord Chronicles, Starbuck Chronicles e outros thrillers e romances de grande reputação.

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Barbara Taylor Bradford

Barbara Taylor BradfordBarbara Taylor Bradford nasceu e cresceu em Inglaterra. Começou a sua carreira no Yorkshire Evening Post e trabalhou depois como jornalista em Londres. O seu primeiro romance, Uma Mulher, foi um bestseller instantâneo e, desde então, já escreveu mais vinte e seis romances. Os seus livros venderam já mais de 82 milhões de exemplares em mais de noventa países e quarenta línguas, tendo sido por diversas vezes adaptados para o cinema e a televisão. Em 2007 foi agraciada pela rainha Isabel II com a Ordem do Império Britânico pelos seus serviços à literatura. Vive atualmente em Nova Iorque com o marido, o produtor televisivo Robert Bradford. Uma Carta Inesperada é o seu primeiro romance a ser publicado na ASA

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Juan Ramón Jiménez

Juan Ramón JiménezJuan Ramón Jiménez nasceu em 1881 em Moguer, na Andaluzia, região que celebraria em Platero e eu (1914). Profundamente influenciado pela obra do poeta Rubén Darío, publica aos 18 anos, em 1900, os seus dois primeiros livros de poemas. A morte do seu pai, no mesmo ano, daria origem a uma depressão profunda que o obrigaria a um longo internamento numa instituição psiquiátrica em França. Em 1905, regressa à Andaluzia, onde sofreria nova depressão nervosa. O seu estado, agravado pela crescente ruína da família, não o impediria de escrever o que viria a ser Platero e eu, durante passeios pelo campo. O livro viria a ser publicado dez anos depois, em 1915, já Jiménez se estabelecera definitivamente em Madrid. A partir de 1912, realiza várias viagens por França e pelos Estados Unidos onde, em 1916, se casa com Zenobia Camprubí Aymar, sua companheira e colaboradora até ao fim da vida.

Em 1936, no início da Guerra Civil de Espanha, deixa o país, ocupando um cargo diplomático na Embaixada de Washington. Nos anos seguintes, o casal viveria ainda em Cuba e em Nova Iorque, antes de se instalar definitivamente em Porto Rico, em 1951. Aqui, como antes em Nova Iorque e em Cuba, Jiménez ensinaria Literatura espanhola. Em 1956, a Academia Sueca atribui-lhe o Prémio Nobel da Literatura. Três dias depois da entrega do prémio, morre Zenobia. Jiménez jamais recuperará desta perda e permanece em Porto Rico. Morreria dois anos depois, em 1958. Os restos mortais de ambos seriam transladados para o Cemitério de Jesús de Moguer no mesmo ano.

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Saul Friedländer

Saul FriedländerSaul Friedländer, nascido em Praga em 1932, historiador de nacionalidade israelita e norte-americana, é mundialmente reconhecido como um dos maiores especialistas do nazismo e do genocídio dos Judeus. É autor de inúmeras obras chave sobre estes temas, nomeadamente de Pio XII e o Terceiro Reich (1964) e da monumental A Alemanha nazi e os Judeus (Prémio Pulitzer, 2 volumes: Os anos da perseguição, 1997, e Os anos do extermínio, 2008).

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Stéphane Blanquet

No mesmo ano em que termina os estudos, 1989, cria as Editions Chachal Puant, que editariam entre outros, Chachal Puant e La Monstreuse
Os seus trabalhos podem ser encontrados em numerosas revistas independentes de França, Espanha, U.S.A., Portugal, entre outros países. Em Portugal, esteve exposto no 2º Salão Lisboa de Ilustração e Banda Desenhada em 2000.
Mas é nos livros que Blanquet encontra o seu meio ideal de publicação. Mais de uma trintena de títulos, dívididos por França, Suiça, Espanha, Canadá, Alemanha e Portugal.
Colabora também na imprensa escrita do seu páis, nomeadamente no Libération, Les Inrockuptibles e Yelerama. Desde 1997, dedica-se igualmente ao desenho animado, outra das suas paixões na companhia de Olive, tendo já realizado vários filmes para o Canal+.

 

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H. G. Wells

H. G. WellsH. G. Wells (1866-1946) foi um romancista, jornalista, sociólogo e historiador inglês conhecido sobretudo pelas suas obras literárias. Nos seus primeiros romances, descritos como «romances científicos» aquando da sua publicação, abordou uma série de temas que entraram na cultura popular com romances como A Máquina do Tempo (1895), O Homem Invisível (1897) e A Guerra dos Mundos (1898). Outros romances de natureza humorística foram bem recebidos, tais como Tono-Bungay (1909) e Kipps (1905). Autor visionário, popularizou na literatura a reflexão sobre questões ainda atuais, entre as quais a ameaça de uma guerra nuclear, o rumo ecológico do planeta e, em A ilha do Dr. Moreau (1896), a manipulação de animais e os limites da ética científica.

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Leão Tolstoi

Também conhecido como LéoLeão Tolstoin Tolstói ou Lev Nikoláievich Tolstói (9 de setembro de 1828 – 20 de novembro de 1910) foi um escritor russo muito influente na literatura e política do seu país.
Junto a Fiódor Dostoievski, Tolstói foi um dos grandes da literatura russa do século XIX. As suas obras mais famosas são Guerra e Paz e Anna Karenina.
Membro da nobreza, entre 1852 e 1856 realizou três obras autobiográficas: MeniniceAdolescência e Juventude.
Tolstói serviu no exército durante as guerras do Cáucaso e durante a Guerra de Criméa como tenente. Esta experiência convertê-lo-ia em pacifista.
Associado à corrente realista, tentou reflectir fielmente a sociedade em que vivia.
Cossacos (1863) descreve a vida deste povo.
Anna Karenina (1867) conta as histórias paralelas de uma mulher presa nas convenções sociais e um proprietário de terras filósofo (reflexo do próprio Tolstói), que tenta melhorar as vidas de seus servos.
Guerra e Paz é uma monumental obra, onde Tolstói descreve dezenas de diferentes personagens durante a invasão napoleônica de 1812, na qual os russos pegaram fogo a Moscovo.
Tolstói teve uma importante influência no desenvolvimento do pensamento anarquista, concretamente, considera-se que era um cristão libertário. O príncipe Kropotkin lhe citou no artigo Anarquismo da Enciclopédia Britânica de 1911.
Nos seus últimos anos depois de várias crises espirituais converteu-se numa pessoa profundamente religiosa, criticando as instituições eclesiásticas em Ressurreição, o que provocou a sua excomunhão.
Tolstói tentou renunciar as suas propriedades em favor dos pobres, mas a sua família impediu-o. Tentando fugir da sua casa morreu na estação ferroviária de Astapovo.