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Álvaro do Carvalhal

Além da peça tipicamente gótica e negra O Castigo da Vingança!, que editou em Braga quando tinha 19 anos, não publicou livro algum até à morte, com 24 anos de idade, quando frequentava em Coimbra o 4º. ano de Direito. Mas deixou, prontos para publicação, seis contos que, sendo sem exagero os mais conseguidos momentos da prosa portuguesa ultra-romântica, não deixam de ser brilhantes paródias do género. O Punhal de Rosaura, Canibais (escritos em 1866), A Febre do Jogo, Honra Antiga, A Vestal e J. Moreno (escritos em 1867) são, por causa dessa tensão dialéctica interna do humor negro, da linguagem contida, outras tantas obras-primas da novelística portuguesa do século XIX. Álvaro do Carvalhal chegou a intervir, em opúsculo firmado pelas iniciais A. do C., na Questão Coimbrã: Antero de Quental e Ramalho Ortigão, Coimbra, s/d. [1866].