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John Tolland

Jornalista, historiador e escritor norte-americano John Willard Toland nasceu a 29 de junho de 1912, em La Crosse, no estado do Wisconsin, e morreu a 4 de janeiro de 2004 (vítima de ataque cardíaco).
Na sua juventude serviu na Força Aérea norte-americana, antes de se tornar jornalista freelancer.
Toland ganhou em 1971 o Prémio Pulitzer, um dos mais prestigiados do mundo, atribuído anualmente a obras literárias e jornalísticas desde 1912, pelo seu livro The Rising Sun, sobre a ascensão e queda do Império Japonês durante a Segunda Guerra Mundial. Toland demorou seis anos a escrever esta obra onde tenta explicar o porquê da atuação dos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. Para tal passou bastante tempo no Japão, para onde partiu, reconheceu o próprio mais tarde, com grandes preconceitos em relação aos japoneses.

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Konstantin Simonov

Konstantin Mikailovitch Simonov, um dos maiores escritores soviéticos, nasceu em 1915, em Petrogrado, filho de um oficial. Ao terminar os estudos secundários, foi operário, ao mesmo tempo, porém, que frequentava o Instituto de Literatura Gorki, em Moscovo, onde se diplomaria em 1938. A sua carreira literária começou em 1934, como poeta, tendo em 1938 publicado o primeiro volume de versos (Os Homens Verdadeiros). Em 1940 estreou-se como dramaturgo, continuando a escrever peças de teatro, versos, ensaios e contos durante todo o período da guerra, que acompanhou diariamente na frente, como correspondente do jornal Krasnaia Zvezda. No final da guerra estreia-se como romancista com “Os Dias e as Noites de Estalinegrado”, prosseguindo com “Companheiros de Armas” (1952), “Os Vivos e os Mortos” e “Não se Nasce Soldado”, romance em dois volumes que completa o anterior.

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Romain Rolland

Escritor francês, nascido a 29 de janeiro de 1866, em Clamency, e falecido a 30 de dezembro de 1944, em Vézelay, vítima de tuberculose. Foi laureado com o Prémio Nobel em 1915.
Doutorou-se em Arte em 1895, foi professor de História da Arte na École Normale de Paris e professor de História da Música na Sorbonne. Para além da sua atividade docente, foi um reconhecido crítico de música. Estreou-se na escrita em 1897 com a peça Saint-Louis, que, juntamente com Aërt (1898) e Le Triomphe de la Raison (1899), fez parte da trilogia Les Tragedies de la Foi (1909). Em 1910 retirou-se do ensino para se dedicar inteiramente à escrita.
Na sua obra concilia o idealismo patriótico com um internacionalismo humanista. Escreveu peças de teatro, biografias (Vie de Beethoven, 1903; Mahatma Ganghi, 1924), um manifesto pacifista (Au-dessus de la mêlée, 1915) e dois ciclos romanescos: Jean-Christophe (10 vols., 1904-1912), “roman-fleuve” (segundo as palavras do autor) consagrado a um músico genial, e L’Âme enchantée (7 vols., 1922-1934). Em 1923, fundou a revista Europe.

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Bertrand Badie

Bertrand Badie é um cientista político francês e especialista em relações internacionais, professor emérito da Sciences Po. Ele é um dos mais famosos especialistas franceses em relações internacionais.

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Hans Hellmut Kirst

Hans Hellmut Kirst (Osterode, 5 de Dezembro de 1914 – 13 de Fevereiro de 1989) foi um distinto romancista e escritor alemão, autor de 46 livros, alguns traduzidos para português. Kirst é relembrado como criador da colecção “Gunner Asch” que acompanha a luta contínua de um indivíduo honesto para manter a sua identidade e humanidade no meio da criminalidade e corrupção da Alemanha Nazi.

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Nicolas Basseches

A personalidade de Nicolas Basseches era conhecida quando se iniciou a segunda conflagração mundial. A sua reputação de crítico militar tinha consagrado há muito uma vida inteiramente devotada ao estudo dos problemas estratégicos. Depois de 1939, e sobretudo depois de 1941, essa reputação firmou-se definitivamente. Colaborador permanente do “Manchester Guardian” e de outros jornais da maior divulgação, os seus trabalhos sobre o conflito germano-russo, parte dos quais inserta no “Weltoche”, tiveram em toda a parte um acolhimento significativo. Ninguém como Basseche conhecia os dados técnicos do problema secular que, mais uma vez na história, punha em conflito o germanismo e o eslavismo. Esse conhecimento permitiu-lhe estabelecer, com uma segurança profética, o quadro em que se desenvolvia a campanha de Leste, a mais importante e a mais mortífera de toda a guerra.

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Jacques de Launay

Nascido em 1924 na cidade industrial de Roubaix, Jacques de Launay distribui a sua actividade pela indústria de construção civil e pela investigação histórica. Se bem que, pelo menos aparentemente, pouca ligação haja entre estas duas ocupações, Launay associa, para a sintetização dos seus estudos de história, a sua inicial formação de jurista, o seu rigoroso método de trabalho, os seus profundos conhecimentos da história contemporânea. Secretretário-geral da Commission Internationale pour L’Enseignement de l’Histoire, Launay emparceira com os especialistas anglo-saxões – Shirer, Deaking, Stuart Hugues – no sentido exacto da síntese científica, assim com na sua expressão viva e acessível ao grande público ledor. Autor de vários estudos sobre os factos e as ideias que nortearam e determinaram a evolução histórica da primeira metade deste nosso século – “Le Monde en Guerre”, “Carnets Secrets de Louis Loucheur”, “Secrets Diplomatiques – 1914-1918” e “Secrets Diplomatiques 1939-1945”. Jacques de Launay tornou-se um dos historiadores mais aceites e mais traduzidos e também, à cerca do qual, tanto a Crítica como a Imprensa são unânimes em reconhecer o alto valor e importância.

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Alan Furst

Alan Furst nasceu e cresceu em Manhattan, Nova Iorque. Viveu longas temporadas em França, inicialmente como professor na Faculdade de Letras da Universidade de Montpellier, e depois em Paris. Como jornalista, viajou pela Europa de Leste e pela Rússia. Foi colaborador da revista Esquire e do jornal International Herald Tribune. O Oficial Polaco é o seu terceiro livro – juntamente com Night Soldiers e Dark Star – sobre a espionagem na Europa dos anos 30 e a Segunda Guerra Mundial. A sua obra recebeu excelentes críticas e foi publicada com extraordinário êxito nos Estados Unidos e em vários países da Europa. O Oficial Polaco foi aclamado pela crítica e pelos leitores, que o colocaram durante semanas nas listas dos livros mais vendidos do The New York Times . A Dom Quixote publicou já o seu romance O Correspondente.

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Léonce Peillard

Léonce Peillard (nasceu a 25 de novembro de 1898 em Toulon, faleceu em 27 de maio de 1996 ) foi um escritor, editor e historiador frances. Autor de inúmeros livros sobre a guerra de submarinos na Segunda Guerra Mundial, o naufrágio do Tirpitz, a recuperação de ouro da Tubantia afundada na Primeira Guerra Mundial na década de 1920 e o caso Laconia.

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Benjamim Spock

Pediatra norte-americano, Benjamin Mclare Spock, nascido a 2 de maio de 1903, em New Haven (Connecticut, EUA), licenciou-se em Medicina na Universidade de Colúmbia (1929), tendo ainda efetuado um treino de seis anos em Psicanálise no York Psychoanalytic Institute. Foi enquanto praticava e ensinava Pediatria em Nova Iorque, que Spock se tornou famoso com a sua obra Common Sense Book of Baby and Child Care (1946), já que esta veio a transformar radicalmente as conceções dominantes nos EUA acerca da educação infantil.
Ao defender uma postura liberal, flexível e permissiva, privilegiando a comunicação e o carinho na relação pais-filhos, Spock operou uma rutura clara com a tradição marcadamente repressiva e rígida na educação das crianças. O sucesso obtido pela obra, que se tornaria conhecida em todo o mundo, vendendo várias dezenas de milhões de cópias, foi apenas o início de uma carreira académica fulgurante para Spock, que conseguiria influenciar determinantemente a forma como se passou a encarar a educação infantil, pelo menos no mundo ocidental. Com a edição de vários títulos sobre psicologia infantil e educação, o Dr. Spock (como ficou conhecido) garantiria um lugar no quadro de honra dos estudiosos e autores fundamentais sobre estes temas, destacando-se sempre pela originalidade e coragem das suas posições.
Mas a ação de Spock não se limitaria à academia e à investigação, defendendo ativamente posições políticas e intelectuais contestatárias, nomeadamente em relação à Guerra do Vietname. Spock acabaria mesmo por abandonar a vida e carreira científicas para se dedicar exclusivamente à intervenção política e social contra o conflito no Vietname, tendo inclusivamente concorrido às eleições presidenciais norte-americanas de 1972, pelo partido pacifista “People’s Party”.
Nome que ficou estreitamente ligado à origem do movimento contra-cultural norte-americano, Spock aliou à sua reconhecida capacidade académica e científica um carácter polémico e fascinante que o transformaram numa das personalidades mais destacadas da revolução cultural dos anos 60 e 70 americanos. Benjamin Mclare Spock faleceu em 1998, na cidade de La Jolla, na Califórnia.