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Artur Barrio

Artur Barrio (Porto, 1945) é um artista plástico Luso-brasileiro que vive no Rio de Janeiro desde 1955. Antes de se mudar para o Brasil, chegou a morar por um ano em Luanda, Angola. Ingressou na Escola de Belas Artes em 1967
Durante sua vida, Barrio vivenciou períodos de repressão política, começando pelo salazarismo (Portugal), passando pelo aumento da repressão na Angola devido aos movimentos que clamavam pela independência do país e, por fim, a ditadura brasileira. Essas opressões políticas e o resultante cerceamento de liberdade e dos diretos civis refletiram na arte de Barrio, que apresenta fortes marcas de insurgência contra a cultura totalitária.

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John Womack, Jr

John Womack, Jr. é um historiador da América Latina, particularmente do México, da Revolução Mexicana e de Emiliano Zapata. Foi professor de História e Economia da América Latina da Universidade de Harvard.

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Stendhal

Pseudónimo do escritor francês Marie-Henri Beyle, que nasceu em Grenoble, França, a 23 de janeiro de 1783 e morreu a 23 de março de 1842 em Paris. É um dos mais originais e complexos escritores da primeira metade do século XIX, conhecido pelos seus trabalhos de ficção. Orfão de mãe aos sete anos, isso fê-lo aumentar a predisposição para a solidão e levou-o a distanciar-se do pai. Como estudante, interessou-se pela Literatura e pela Matemática. Em 1799 fugiu para Paris para escapar ao controlo paternal.
Em 1830 publica a obra prima le Rouge et le Noir cujo enredo se baseia na aventura de um jovem seminarista homicida e morto no patíbulo. Stendhal criou a personagem Julien Sorel, que, sob as vestes clericais, alimenta o sonho de grandeza napoleónica. Aproveitando uma longa licença em Paris, escreve a obra prima la Chartreuse de Parme, em 1839, e reúne nas Chroniques Italiennes narrações de aventuras trágicas. Compôs Mémoires d’un touriste e teve ainda tempo para iniciar um outro romance chamado Lamiel, que não conseguiu completar.
Stendhal foi mandado para o consulado francês para os Estados Papais e redige os Souvenirs d’Égotisme, Vie de Henri Brulard, e inicia o romance autobiográgico intitulado Lucien Leuwen. Estes trabalhos ficaram incompletos e foram publicados postumamente. São hoje considerados os seus últimos escritos.
Os heróis de Stendhal são herdeiros dos heróis românticos, mas são psicologicamente mais ricos e plurifacetados porque se encontram dotados de uma maior sensibilidade. O escritor parte da observação do real, embora não se contente em ser puramente descritivo. O objetivo do romancista é criar personagens completas no aspeto psicológico, social ou temperamental. Pela naturalidade do seu estilo é já um realista.

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Gabriel Pereira de Castro

Desembargador da Relação do Porto, escreveu obras jurídicas e literárias. Estas, na sua maior parte, permanecem inéditas. O poema narrativo Ulisseia só foi publicado quatro anos depois da morte do autor. Tem dez cantos em oitava rima. Foi na época posto a par d’ Os Lusíadas, que muitas vezes imita. Exímio representante da poesia cultista, mereceu que Lope de Vega lhe dedicasse um soneto. Deixou ainda obras poéticas em diversas línguas, até hoje inéditas. Favorável ao domínio filipino, foi principalmente na Espanha que teve honras de grande poeta. O poema Ulisseia foi editado em 1636 e reeditado em 1642, 1745 e 1827. Há poesias suas na obra de Manuel de Galhegos, Gigantomaquia e em Anagrama de la Vida Humana, de Henrique Visório.

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Alicia Giménez Bartlett

Alicia Giménez Bartlett é uma das autoras espanholas mais respeitadas dos nossos dias. É licenciada em Filologia pela Universidade de Valência e doutorada em Literatura Espanhola pela Universidade de Barcelona, cidade onde reside desde 1975. “Um Quarto Que Não É Seu” foi galardoado com o Prémio Lumen e o prémio italiano Osta-Mare di Roma.

 

 

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José María Mendiluce

José María Mendiluce é escritor, político e colunista. Tendo trabalhado para o ACNUR, viveu em países como a Namíbia, Angola e a Nicarágua. Foi eleito eurodeputado em 1994, e em 2001 integrou o partido Los Verdes, para o qual foi nomeado porta-voz. Recebeu já inúmeras distinções e prémios de solidariedade. É autor de uma obra vasta e aclamada, da qual se destacam: El Amor Armado; Con Rabia y Esperanzas; Tiempo de Rebeldes; Pura Vida (finalista do Premio Planeta); Luanda, 1936; La Nueva Política; La Sonrisa de Ariadna. Colabora atualmente com os jornais El País e El Periódico de Catalunya.

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Delfim Santos

Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas, em 1931, na Faculdade de Letras do Porto, onde foi aluno de Leonardo Coimbra e teve por companheiros José Marinho, Álvaro Ribeiro e Sant’Anna Dionísio. Foi professor de liceu em Coimbra e em Lisboa. Com uma bolsa da Junta de Investigação Nacional, estudou em Viena, em Berlim, em Londres e em Cambridge, familiarizando-se com a Filosofia das Ciências e a Metafísica do Conhecimento. Em 1937 foi para Berlim, onde foi leitor na Universidade e no Institut für Portugal und Brasilien. Doutorou-se na Universidade de Coimbra em 1940 com a tese Conhecimento e Realidade, ocupando, nesse mesmo ano, o lugar de leitor em Oxford. Voltou então para Berlim, onde se manteve até 1942. A partir de 1943 passou a leccionar na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tornando-se professor extraordinário em 1948 – ano em que obteve nova bolsa para a especialização em orientação vocacional e profissional, nos EUA – e catedrático de Ciências Pedagógicas em 1950. Foi também professor de Psicologia e Sociologia do Instituto de Altos Estudos Militares, entre 1955 e 1962, e director do Centro de Investigação Pedagógica da Fundação Calouste Gulbenkian (1963-1966) que, de 1971 a 1977, procedeu à publicação das suas Obras Completas divididas em três volumes: da Filosofia, do Homem e da Cultura. Ao longo da sua actividade docente proferiu conferências e participou em numerosos congressos nacionais e estrangeiros. Sócio da Academia das Ciências de Lisboa.

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Rita Ferro

Rita Ferro nasceu em Lisboa. Estudou Design, especializou-se em Marketing, foi professora de Publicidade e exerceu funções de direção e consultoria em diversas empresas. Iniciou a sua carreira literária em 1990, arriscando um novo tipo de escrita feminina que, tendo obtido um enorme êxito e revolucionado o mercado literário português, conheceu inúmeros seguidores. Criou um estilo e, com ele, um novo género. Distingue-se por uma técnica de narração mordaz e cativante, de grande versatilidade. Ao longo de mais de vinte anos, escreveu romances, cartas, biografias, livros de crónicas, literatura infantil e até uma peça de teatro. Além de presença regular na imprensa e na televisão, é cronista na rádio, júri literária e de festivais de cinema, e desenvolveu dois cursos inéditos: «Incentivo à Criação» e «Começar a Escrever». Em 2009, integrou o conselho consultivo da recém-criada Fundação António Quadros, Cultura e Pensamento, dedicada à memória de seu pai e avós. Ao seu romance autobiográfico A Menina É Filha de Quem? (2011) foi atribuído o prémio PEN Clube Português de Narrativa. Os seus livros estão editados em Espanha, no Brasil e na Croácia.

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James Galway

Sir James Galway (nasceu a 8 de dezembro de 1939 em Belfast, Irlanda do Norte.) é um flautista irlandês, reconhecido não apenas pelo seu virtuosismo, mas também pela sua capacidade de unir e misturar tradições clássicas, folclóricas e de música popular.

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Deborah McKinlay

A par da colaboração com as revistas Cosmopolitan, Vogue e Esquire, Deborah McKinlay já publicou seis livros de não-ficção, traduzidos para várias línguas. A Mulher de Cabelos Loiros e o Homem do Chapéu vai ser adaptado ao cinema pela BBC.