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Franz Kafka

Franz KafkaFranz Kafka nasceu em 1883, em Praga, numa família da média burguesia judia de expressão alemã. Tendo concluído os estudos jurídicos com o título de Doutor em Direito em 1906, começou dois anos depois a revelar os seus primeiros textos em revistas literárias. A Metamorfose, novela que viria a afirmar-se como uma das suas obras de referência, foi publicada em 1915. Publicou em vida apenas sete pequenos livros, três deles antologias de textos e contos. A 3 de junho de 1924, não resistindo à tuberculose que havia contraído em 1917, morreu num sanatório em Kierling, a poucos quilómetros de Viena, deixando três romances fragmentários que seriam publicados postumamente pelo seu amigo e testamenteiro Max Brod: O Processo (1925), O Castelo (1926) e América (1927). A sua obra, centrada no homem solitário moderno, refém de uma vida absurda, tornar-se-ia uma das mais influentes do mundo literário do século XX.

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Condessa de Ségur

Condessa de Ségur

Sophie Feodorovna Rostopchine, a Condessa de Ségur, nasceu em 1799 em São Petersburgo. Passou a infância em Voronovo, a propriedade da família, recebendo dos pais uma educação muito severa. A mãe era uma mulher austera e muito católica. O pai era general e conde.
Em 1817, o conde caiu em desgraça e exilou-se em França com a família. Sophaletta não voltaria a ver a terra natal. Em Paris, foi apresentada a Eugène de Ségur com quem casou em 1819.
Aos 58 anos, a Condessa de Ségur publica o seu primeiro livro, Novos Contos de Fadas. Foi o seu marido que a apresentou ao editor Louis Hachette.
Hachette ficou logo encantado com as histórias que a condessa escrevia para os netos. Para as publicar, decidiu criar uma coleção de livros destinados aos jovens. Sophie de Ségur escreveu cerca de 20 romances para o editor.
O êxito da obra manteve-se ao longo dos tempos.

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Castro Soromenho

Castro SoromenhoCastro Soromenho (Chinde, Moçambique, 1910 – São Paulo, Brasil, 1968), jornalista, escritor e etnólogo. Em Angola, foi agente da Companhia de Diamantes, funcionário do quadro da administração colonial e, mais tarde, redactor do Diário de Luanda. Deixa Angola em 1937, para fixar residência em Lisboa.
Colaborou na revista Seara Nova e nos jornais O Diabo e O Primeiro de Janeiro, O Século, A Noite, Jornal da Tarde e Diário Popular. Fez parte da redacção do jornal literário brasileiro D. Casmurro. Abandonou o jornalismo para se dedicar exclusivamente à literatura de ficção e à investigação histórica e etnológica.
A sua atitude intelectual perante a ditadura, que governava Portugal e colónias, salientava-se por uma crítica frontal, escalpelizadora, tanto a nível social como a nível cultural, com particular incidência sobre a realidade colectiva dos povos africanos, questionando os tabus do etnocentrismo cultural europeu e, sobretudo, os do colonialismo português. O funesto regime de então veio a ordenar a apreensão de obras suas pela polícia política e força-o ao exílio, primeiro em França (Paris), depois nos Estados Unidos e por fim no Brasil. A sua obra ganhou projecção além-fronteiras, sendo traduzida e publicada em França, Alemanha, URSS, Grécia, Argélia, Hungria, Checoslováquia, Itália e editada no Brasil. No exílio leccionou na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, e, depois, na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de São Paulo, Brasil.

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Anton Tchékov

Anton TchékovAnton Tchékov nasceu em Taganrog, no sul da Rússia, no dia 17 de janeiro de 1860, filho de um comerciante. A sua família mudou-se para Moscovo em 1876 devido à falência do pai, mas Anton permanece na sua cidade natal para terminar o liceu. Assim, só três anos mais tarde se juntou à família em Moscovo, onde se matricula na faculdade de Medicina. Para ajudar financeiramente a família, Tchékhov faz pequenos trabalhos jornalísticos e as primeiras tentativas literárias. Termina os estudos de Medicina em 1884 e começa a exercer nos arredores de Moscovo.
A sua primeira narrativa é publicada num jornal humorístico em 1880, desencadeando uma intensa colaboração de Anton com diversas publicações. Os seus primeiros textos dramáticos datam do final da década de 1880 (“Ivánov”).
No ano de 1892 compra uma casa no campo, em Mélikhovo, para onde se muda com a família. Três anos mais tarde visita Tolstoi, cujas ideias irão exercer uma forte influência e um grande fascínio sobre Tchékhov.
Por motivos de doença, muda-se para Ialta, em Crimée. É no final da sua vida que escreve as três peças que o consagram como grande dramaturgo: “A Gaivota” em 1896, “As Três Irmãs” em 1900 e “O Cerejal” em 1903. Em 1904 parte para a Alemanha com a atriz Olga Knipper, com quem casara em 1901, morrendo no mês de julho em Badenweiler, na Floresta Negra. Hoje é reconhecido como um dos maiores escritores russos.