Publicado em

Irving Wallace

 

Escritor norte-americano, Irving Wallace nasceu a 29 de junho de 1916 na cidade de Chicago. Filho de emigrantes russos, o seu pai trabalhava como empregado de loja. Cresceu e estudou em Kenosha, no estado do Wisconsin e, com apenas quinze anos de idade, deu início a uma carreira como jornalista, publicando regularmente artigos em publicações periódicas.
Terminados os seus estudos secundários, deu ingresso no Instituto Williams, onde estudou Escrita de Criação, prosseguindo depois no Los Angeles City College . Passou depois a trabalhar como jornalista independente, chegando a ser correspondente.
Com a deflagração da Segunda Guerra Mundial, serviu na Força Aérea como escritor para a imprensa e cinema militares, escrevendo em simultâneo artigos de propaganda para revistas como a American Legion Magazine e a Liberty . Após a guerra passou a escrever para publicações de gabarito, como o The Saturday Evening Post , a Cosmopolitan e a Esquire and Collier’s .
A partir de 1948 passou a trabalhar como argumentista para a indústria cinematográfica de Hollywood, escrevendo, em coautoria com Horace McCoy, títulos como The West Point Story (1950), Bad To Each Other (1953) e Jump Into The Hell (1955).
Em 1959 publicou o seu primeiro romance, The Sins Of Philip Fleming , obra que passou despercebida pela crítica. Seguiu-se The Chapman Report (1960, O Relatório Chapman ), romance que contava a história de um psiquiatra que decide levar a cabo um estudo sobre o comportamento sexual feminino, descobrindo que, afinal há subtilezas que não podem ser abrangidas.
Seguiu-se então um período em que Wallace se dedicou à produção de romances de agrado popular, procurando ingredientes que pudessem cativar o público, como o sexo, a alta finança e o antagonismo dirigido à União Soviética, bastante frequente nessa época em que a Guerra Fria mantinha o seu auge. Assim, em 1962 publicou The Prize ( O Prémio ), em que contava a história de um grupo de sábios galardoados com o Prémio Nobel, e que são procurados por comunistas da então República Democrática Alemã. A obra foi adaptada para o cinema logo no ano seguinte, contando com a participação de nomes como Paul Newman e Elke Sommers no elenco.
Grande parte da sua obra foi convertida para a Sétima Arte, com destaque particular para o filme realizado em 1971 por Russ Meyer a partir do romance The Seven Minutes (1969, Os Sete Minutos ) e The Man (1964), realizado em 1972 por Joseph Sargent.
A publicação deste último romance em 1964, que imaginava o que aconteceria se um negro fosse eleito presidente dos Estados Unidos da América, valeu a Wallace o Supremo Prémio de Mérito do Instituto Memorial George Washington Carver, juntamente com uma tença oferecida pela mesma fundação. Entre muitos outros galardões atribuídos ao seu trabalho, salientam-se uma medalha de prata pelo Commonwealth Club em 1965 e a Rosa D’Oro de Veneza em 1975.
No ano de 1972 passou a desempenhar as funções de repórter na agência noticiosa dos periódicos Chicago News e Sun Times , tendo como missão a cobertura das convenções dos partidos Democrático e Republicano. Também nesse ano publicou The Word (1972, A Palavra ), romance em que contava a história da descoberta de um evangelho alegadamente escrito pelo irmão de Jesus Cristo.
Em 1979 publicou The Pigeon Project ( Projeto Pombo-Correio ), obra em que procedia a uma reflexão sobre o sonho da invenção do elixir da juventude e, em 1984 seria a vez de The Miracle ( O Milagre ), romance que girava em torno da aparição de Lurdes em 1958.
Irving Wallace faleceu a 29 de junho de 1990 em Los Angeles, vítima de um cancro no pâncreas.

Continuar a ler Irving Wallace

Publicado em

Jacques Peuchmaurd

Jacques Peuchmaurd nasceu em 1923 em Clichy-sous-Bois e faleceu em Houdan em 21 de outubro de 2015. Foi crítico literário, editor e escritor francês, vencedor do Prix des libraires em 1965.
Jacques Peuchmaurd estudou história e geografia em Paris. Durante a Segunda Guerra Mundial estava em Berlim no momento do bombardeamento da cidade pelos Aliados, episódio que o motivou a escrever: The German Night (1967).
Como escritor, ele é o autor de vários romances autobiográficos, incluindo O Sol de Palicorna, que lhe valeu o Prêmio Booksellers em 1965.
Publicado em

Beatriz Costa

Beatriz CostaAtriz portuguesa, de nome completo Beatriz da Conceição Costa, nascida em 14 de dezembro de 1907, em Charneca do Milharado, e falecida em 15 de abril de 1996, em Lisboa, no Hotel Tivoli. Oriunda de família muito pobre, era analfabeta quando iniciou a sua carreira artística, tendo sido por iniciativa própria que começou a estudar. Estreou-se em 1923, como corista, na revista Chá e Torradas , mediante uma carta de apresentação da atriz Ema de Oliveira que a recomendou ao empresário António de Macedo. Gradualmente, foi ganhando alguma projeção e, numa digressão ao Brasil, em 1924, surpreendeu o público com a revista Fado Corrido , onde celebrizou a canção Mademoiselle Garoto . Em 1927, começou a utilizar a franja que a deixaria famosa. Nesse mesmo ano, estreou-se em cinema, num filme mudo realizado por Rino Lupo: O Diabo em Lisboa . Seguiram-se os filmes Fátima Milagrosa (1928), onde dançou um tango com um então jovem Manoel de Oliveira, Lisboa, Crónica Anedótica (1930), de Leitão de Barros, e A Minha Noite de Núpcias (1931), de Alberto Cavalcanti. A sua popularidade disparou em flecha, quando protagonizou, ao lado de Vasco Santana, o filme A Canção de Lisboa (1933), onde desempenhava a ingénua costureira Alice, tendo popularizado o tema musical A Agulha e o Dedal . Seguiu-se a participação no filme O Trevo de Quatro Folhas (1936), de Chianca de Garcia, e numa revista que fez história: Arre Burro (1936), que permaneceu dois anos em exibição. Voltou ao cinema três anos depois, com mais uma personagem emblemática: a lavadeira Gracinda em A Aldeia da Roupa Branca (1939). Entre 1939 e 1949, passou a viver no Brasil, onde gozou duma extraordinária popularidade, muito devido à canção Tiro-Liro-Liro . Regressou ao Parque Mayer, em 1949, aí continuando a trabalhar até 1960, ano em que se despediu dos palcos com a revista Está Bonita a Brincadeira (1960). Até ao fim da sua vida, recusou liminarmente todos os convites para regressar ao teatro de revista, alegando que o género se encontrava em decadência. Viveu no Hotel Tivoli até ao seu último dia de vida sem mais voltar ao espetáculo. A única exceção foi o concurso televisivo Prata da Casa (1980), apresentado por Fialho Gouveia, onde Beatriz Costa estava integrada no júri, ao lado de personalidades como Alexandre O’Neill e Branquinho da Fonseca. Publicou alguns livros, como Sem Papas na Língua (1975), Quando os Vascos Eram Santanas…e Não Só (1978) e Mulher sem Fronteiras (1981).
Publicado em

Artur Conan Doyle

Artur Conan DoyleMédico e escritor escocês, nasceu a 22 de maio de 1859, em Edimburgo, e faleceu a 7 de julho de 1930. Notável contador de histórias, que concebia com grande poder imaginativo, tornou-se extremamente popular a partir da publicação da primeira aventura do detetive Sherlock Holmes, em 1887. Seguiram-se dezenas de histórias com Holmes como protagonista. Para além destas obras, Doyle publicou também narrativas históricas (como The White Company) e de ficção científica (como The Lost World).
Publicado em

Júlio Machado Vaz

Júlio Machado VazMédico psiquiatra, Júlio Guilherme Ferreira Machado Vaz nasceu no dia 16 de Outubro de 1949, na cidade do Porto. Esta cidade, aliás, é a sua cidade eleita desde sempre: é no Porto que sempre residiu e onde trabalha. Psiquiatra conceituado, é professor auxiliar e regente da cadeira de Antropologia Médica do curso de Medicina no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, da Universidade do Porto. Após um estágio no estrangeiro, Machado Vaz ficou atraído pela área da sexualidade e apostou em aprofundar este tema que ainda tem muitos mistérios e tabus para os portugueses. No seu consultório privado recebe muitas pessoas com dúvidas e problemas neste assunto. Exerce a função de co-director do Mestrado em Sexologia na Universidade Lusófona, e Membro da Comissão de Ensino da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica. Como director clínico da Comunidade Terapêutica para recuperação de toxicodependentes de Adaúfe, apoia e auxilia os toxicodependentes a encontrarem um caminho mais positivo e sem drogas. Autor de vários livros, entre eles O Sexo dos Anjos, de 1991, O Fio Invisível, de 1992, e Sábados, Domingos e Outros Dias, de 1993. Muros é o seu primeiro romance, a que se seguiu Conversas no Papel, de 1997, e Estilhaços, de 2000. Neste último livro, Júlio Machado Vaz evidencia de novo o seu talento para lançar pontes sobre a distância que separa as diferentes gerações. Colabora com diversos meios de comunicação tais como jornais e TV, em debates e programas sobre sexualidade e assuntos actuais. Teve um programa na rádio intitulado “O Sexo dos Anjos”, durante mais de sete anos, que falava de sexualidade de um modo divertido e bastante inovador e foi durante dois anos, responsável pelo programa de televisão “Sexualidades”, onde abordava este tema de uma forma muito natural, simples e sem tabus.
Publicado em

Anthony Berkeley

Anthony BerkeleyAnthony Berkeley Cox (1893-1971) foi um reputado autor de romances policiais inglês que abordou e estabeleceu uma reputação de escrever sobre crime de forma inovadora sob o nome de dois pseudónimos diferentes: como Anthony Berkeley, levou o romance policial da Idade de Ouro Britânica a novos patamares, enquanto, como Francis Iles, foi um pioneiro da ficção do romance de suspense psicológico com um temperamento cínico. A sua carreira literária durou menos de 15 anos, mas nesse período ajudou a definir a agenda para as gerações futuras. Fundou o lendário Detection Club, com sede em Londres, um clube social exclusivo para escritores de romances policiais que ainda existe e que contou como presidentes como Dorothy L. Sanders ou Agatha Christie, entre outros.

Publicado em

James Hilton

James HiltonEscritor inglês, James Ernest Benn Hilton nasceu a 9 de setembro de 1900, na cidade industrial de Leigh, no Lancashire. Foi durante os seus estudos universitários, levados a bom cabo com honras na Língua e Literatura Inglesa e um diploma em História, no Christ’s College de Cambridge, que deu início à sua carreira como escritor. Com apenas dezassete anos de idade, terminaria o seu primeiro romance, Catherine Herself , que viria a ser publicado em 1920. A obra vinha dar préstimo à reputação que mantinha em certos jornais, e para os quais viria a trabalhar. Durante alguns anos foi colunista para o Irish Independent , vindo depois a publicar contos, críticas e outras contribuições também em órgãos da imprensa.
A relativa obscuridade que tentara acender com The Passionate Year (1923), The Dawn of Recknoning (1925), The Meadows of the Moon (1927) e The SilverFlame (1928), daria lugar, com And Now Goodbye , em 1931, a um indício de popularidade, que se confirmaria com Goodbye Mr. Chips , obra que Hilton escrevera em apenas quatro dias, e destinara porém a um público mais amplo. Publicada pela primeira vez no semanário British Weekly , em 1934, apareceria, também no mesmo ano, no Atlantic Monthly , publicação norte-americana de larga tradição literária, e que daria a Hilton um tão considerável renome, que as suas obras do ano anterior, como Knight Without Armour e Lost Horizon , seriam avidamente procuradas e reeditadas.
Lost Horizon é um dos muitos romances em que Hilton estuda a simbólica da perceção do mundo interior, sempre em busca de um espaço onde a verdade da imaginação possa confrontar o silêncio do esquecimento e a discrição do convívio social. Conway, a personagem principal da obra que viria a ganhar o prémio Hawthorn, sofre de amnésia, e encontrando-se com Rutherford em Shangri-La, uma localidade tibetana imaginária, vai ouvir, deste último, o recontar da história da sua própria vida. No final do livro, o narrador e Rutherford procedem a uma discussão sobre os argumentos a favor e contra a verdade da história.

Não obstante, mais que as personagens, seria Shangri-La que daria ao escritor o seu estatuto. O próprio Franklin Delano Roosevelt batizaria a sua residência de verão, a atual ‘Camp David’, com o nome da utopia de Hilton, que passaria à história como terra de mistério e imaginação. Outros autores chegariam mesmo a dar continuidade ao mito: em 1987 surgiria a película Return to Shangri-la , pela mão do crítico de cinema britânico Leslie Halliwell e, em 1996, Eleanor Cooney, em coautoria com Daniel Altieri, publicaria o romance The Return to the World of Lost Horizon .
Fascinada pela capacidade de Hilton em criar mundos e manusear a sua intriga, a indústria cinematográfica de Hollywood não tardaria a querer dar vida às suas personagens solitárias e enigmáticas, e ao percurso acidentado em que se movimentavam. Assim, em 1935, o autor mudar-se-ia para a Califórnia, adaptando e concebendo argumentos para o cinema, mas não deixando contudo de escrever romances, críticas, sendo várias vezes convidado para entrevistas na Rádio.
Manteve-se apesar de tudo um típico cidadão britânico e, em 1951, diria de si próprio, nas notas de Lost Horizon : “Não me agradam os jogos organizados e as piscinas, estâncias da moda e clubes noturnos, a música nos restaurantes e os manifestos políticos. Gosto de conduzir entre a Costa Oeste e a Costa Leste, boa comida e boa bebida, alguns amigos, cães, o teatro, grandes caminhadas, música, mas não a ópera, e conversar livremente. Leio uma boa dúzia de livros por semana, se conseguir arranjar tantos que me agradem ler. Passo três ou quatro horas semanais a ouvir rádio e uma horita a ver televisão”. Cultivava o hábito de se retirar para a Suíça, tendo sido sempre um grande apaixonado das montanhas. Acabaria por falecer, a 20 de dezembro de 1956, em Long Beach, na Califórnia.

James Hilton in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2018. [consult. 2018-05-11 12:37:49]. Disponível na Internet: 

Publicado em

Agatha Christie

Agatha ChristieAgatha Christie nasceu Agatha May Clarissa Miller, em Torquay, na Grã-Bretanha, em 1890. Durante a I Guerra Mundial, prestou serviço voluntário num hospital, primeiro como enfermeira e depois como funcionária da farmácia e do dispensário. Esta experiência revelar-se-ia fundamental, não só para o conhecimento dos venenos e preparados que figurariam em muitos dos seus livros, mas também para a própria concepção da sua carreira na escrita. Com o seu segundo marido, o arqueólogo Max Mallowan, Agatha viajaria um pouco por todo o mundo, participando activamente nas suas escavações arqueológicas, nunca abandonando contudo a escrita, nem deixando passar em claro a magnífica fonte de conhecimentos e inspiração que estas representavam.
Autora de cerca de 300 obras (entre romances de mistério, poesia, peças para rádio e teatro, contos, documentários, uma autobiografia e seis romances publicados sob o pseudónimo de Mary Westmacott), viu o seu talento e o seu papel na literatura e nas artes oficialmente reconhecidos em 1956, ano em que foi distinguida com o título de Commander of the British Empire. Em 1971, a Rainha Isabel II consagrou-a com o título de Dame of the British Empire. Deixando para trás um legado universal celebrado em mais de cem línguas, a Rainha do Crime, ou Duquesa da Morte (como ela preferia ser apelidada), morreu em 12 de Janeiro de 1976. Em 2000, a 31st Bouchercon World Mistery Convention galardoou Agatha Christie com dois prémios: ela foi considerada a Melhor Autora de Livros Policiais do Século XX e os livros protagonizados por Hercule Poirot a Melhor Série Policial do mesmo século.

Publicado em

Erle Stanley Gardner

Advogado criminal e um dos maiores autores de ficção policial, Erle Stanley Gardner (1889-1970) escreveu perto de 150 romances (que venderam cerca 3000 milhões de exemplares) e criou um dos advogados mais célebres de sempre – o incomparável Perry Mason. O seu estilo desafiador e os seus enredos inteligentes, intrincados e cheios de reviravoltas e surpresas, encantam desde há mais de sessenta anos os leitores de todo o mundo.